Você já conhece o Shape Colombia?

O Projeto Shape Colombia é um  projeto na Colômbia que em parceria com o governo promove o ensino do inglês nas escolas públicas com a contratação de cerca de 200 jovens de todo o mundo.  Assim,  o sistema público educacional se desenvolve, através da ampliação da mentalidade global nas crianças.

A Bianca Frasson, de Vitória e a Cristina Diniz, de Balneário Camboriú  fizeram intercâmbio para a Colômbia e trabalharam no Shape Colombia. Elas contaram como esse intercâmbio mudou a vida delas e como isso ajudou nos outros projetos que elas estão trabalhando.  Atualmente, Bianca é Diretora Nacional de Intercâmbios Profissionais para estudantes na AIESEC no Egito e a Cristina  é Diretora Nacional da AIESEC no Panamá.

AIESEC: Como você conheceu o Shape Colombia ?

Bianca Frasson: Eu conheci o Shape Colombia  no final do primeiro semestre de 2014. Meu interesse  no projeto surgiu da vontade de  fazer parte de um sistema educacional, como professora, na América Latina. Porque durante o ano passado eu me conectei muito com a causa da educação no Brasil. Também ser parte de um projeto com 200 intercambistas de 50+ países diferentes era algo que eu não poderia perder!

Bianca e seus alunos

 

Cristina Diniz: Estava buscando vagas de GIP educacional, e como já tinha escutado do Shape e da ambição do projeto, comecei a buscar mais informações com os coordenadores – que eram brasileiros –  e fiquei por um tempo esperando para que abrissem as entrevistas, que ocorreram em janeiro. Eu e meu namorado, nos aplicamos e fomos aceitos para começar a experiência em fevereiro.

 

Cristina dando aula para os alunos

 

AIESEC: Porque esse projeto é tão especial e qual é o grande diferencial dele?  

Bianca Frasson:  Trabalhar no Shape Colombia foi sensacional. O projeto é muito bem desenhado, com o apoio do governo e do British Council, e a equipe do Shape é muito dedicada.As escolas são realmente carentes, muito parecidas com escolas públicas brasileiras. O choque de realidade para quem sempre estudou em escola particular foi um tapa na minha cara. As escolas tem infraestrutura, mas os alunos vêm de uma realidade muito distante do que era a minha. Muitos com problemas na família, alguns nem família tinham, outros não tinham dinheiro pra comprar ou trazer coisas simples pra aula. Mesmo assim, iam pra escola todos os dias e participavam das aulas. Alguns tinham até um inglês invejável, que sabe lá Deus como que eles aprenderam. Conversar com professores e entender as angústias do dia a dia também foi sensacional. Definitivamente não encaro mais a questão da educação com os mesmos olhos e tenho sim a perspectiva de dentro, do que realmente acontece. Fui me descobrindo parte de um continente que sempre fui muito alienada, muito pelas conversas com meus amigos e explorando a história da Colômbia, as dores, as guerras, os desafios. 

Bianca e as crianças

 

Cristina Diniz:  Esse projeto é especial desde vários pontos de vista. Pelo fato de sermos trainees do Governo de Bogotá, sentimos a responsabilidade e a honra de ter um órgão público apostando em nós mesmos e na possibilidade de mudar realidades com a diversidade cultural que traz o intercâmbio da AIESEC.O projeto abrange quase todas as escolas públicas da capital, e é impressionante conhecer a realidade dessas crianças e adolescentes colombianos e ter a oportunidade de oferecê-los um caminho para um futuro melhor através da educação. É certamente um desafio diário, acordar quase de madrugada todos os dias, e enfrentar uma sala de aulas que provavelmente não tem muitas expectativas de futuro aprendendo inglês. Além do conhecimento profissional, é muito impactante conhecer a realidade desses professores e de como estão dedicando sua vida para educar jovens e crianças. Sinto que assim como eu aprendi muito com minha professora amiga, ela também pôde aprender alguma coisa da nossa convivência diária por 5 meses. Eu diria que esse trabalho em conjunto com o professor é o principal diferencial do projeto.

Cristina e seus alunos

 AIESEC: Como essa vivência e experiência te ajudou a viver novos projetos?

Bianca Frasson: Acho que o Shape Colombia me amadureceu. A experiência aqui no Egito é ainda mais intensa, pela dificuldade com a língua, pelos desafios e responsabilidades finais que eu tenho aqui serem muito maiores de quando eu era apenas professora. Mas, certamente ser promoter de uma experiência que terminou a só 4 meses atrás me dá muito gás para mandar cada vez mais gente por esse mesmo programa. Acho que se todo mundo puder viver o que eu vivi o mundo vai ser sim um lugar melhor. Porque a gente evolui muito numa experiência dessa!

 Cristina Diniz:  A vivência no Shape sem dúvidas nenhuma me preparou para ter o meu trabalho dependendo totalmente da sinergia com uma pessoa desconhecida, de outro país e com um background totalmente diferente do meu. – que é exatamente o que vivo hoje no Panamá.  Certamente também a experiência de viver em um  outro país que não fora o Brasil na América  Latina me possibilitou entender as nossas principais semelhanças e as tão pequenas diferenças: identificar-me de verdade com a cultura latina, porque temos muito em comum, no nosso passado e nosso presente. Aprendi a amar e respeitar o povo colombiano, que é tão amável e educado e recebe tão carinhosamente todos os estrangeiros em seu país.

Quer viver uma experiência incrível como essa? Inscreva-se!

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