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Vivendo desafios e descobrindo a Índia

  |  Postado por: AIESECo do Blog 6 de janeiro de 2016

Hoje, você vai conhecer um pouco da história da Thauana Alice Tavares Teoro. Ela tem 26 anos e fez um intercâmbio incrível para Índia.  Confira a história dela e se encante com a Índia:

Meu Intercâmbio 

Eu conheci a AIESEC quando eu estudava  na Universidade Estadual de Londrina. Meus amigos trabalhavam na AIESEC e eu sempre  ouvi falar, principalmente dos intercâmbios.  Quando estava no meu último ano de faculdade queria fazer um intercâmbio assim que me formasse e achei muito interessante a ideia do intercâmbio da AIESEC. Ele te proporciona a oportunidade de trabalhar na sua área de formação e isso seria ideal para meu momento “recém-formada”, em busca de uma experiência profissional de peso.

 

 

Quando eu comecei meu processo para o intercâmbio com a AIESEC, eu procurei nos primeiros meses vagas em comunicação na Europa. Reparei que para minha área não haviam muitas vagas na Europa e as que haviam tinham restrições de línguas (alguns exigiam dutch, ou francês e já vi até mandarim) que eu não tinha conhecimento ou exigência por estudantes (eu já havia me formado).

Encontrei muitas vagas em comunicação na Ásia e em uma reunião com um dos membros da AIESEC de Londrina que cuidava desta parte de intercâmbio ele me disse uma coisa que mudou meu rumo por busca de vagas “não se restrinjam apenas a países convencionais ( como os da Europa ). Se existem muitas vagas na sua área na Ásia, Índia por exemplo, é porque lá oferecem boas oportunidades para aprendizagem e boas empresas. Deem uma chance”. Obrigada  Saulo pela dica, foi assim que eu me abri para Ásia, em específico Índia, pois lá estava a maioria das vagas na minha área.

Comecei a procurar por bons Jobs no país e em parelelo pesquisar sobre o país e fui me encantando. Pensei que precisava ir pra Índia, pois seria a experiência mais fora da minha zona de conforto possível. Além disso,  essa era minha hora de conhecer o país, pois em outras circunstância dificilmente seria um país na minha lista de destinos para turismo (antes de ir pra lá, porque agora morro de vontade de voltar para turistar mais).

 Minha vida na Índia 

Morei na Índia por 4 meses, trabalhei em Chennai no sul da Índia em um grupo indiano chamado Watanmal, que contém 4 marcas de alimentos com mercado na África do Sul. Trabalhei com comunicação e relacionamento com potenciais suppliers e stakeholders.

Quando fui já saberia que teria que abrir minha mente em relação a muitas coisas e me desapegar de muitas coisas. Foi muito mais que isso. Qualquer intercâmbio que você faça e todos seus momentos, experiências e sentimentos serão mais intensos, mas a Índia triplica isso. Profissionalmente peguei muito mais confiança e fluência no meu inglês. Tive a sorte de trabalhar em uma empresa excelente e com ótimas pessoas ao meu redor. Indianos podem ser muito folgados com mulher, ainda mais os homens e considerando que de 100 funcionários no escritório que eu trabalhava 6 eram mulheres e 94 homens, mais ou menos, tive sorte de não ter tido problema com ninguém. Aprendi muito, em um ambiente extremamente desafiador, afinal trabalhava em inglês e com o adicional do sotaque indiano. Rsrs Me desafiei muitas vezes, tive que ser pró ativa e  me surpreendi com as milhares de breaks que os indianos fazem ao longo do dia.

 

Conhecendo outras culturas 

Convivi com 10 pessoas em uma casa com culturas diferentes, de vários países, com hábitos diferentes, costumes e manias diferentes. Tive que aprender a ouvir muito mais do que estava acostumada, ser mais cuidadosa e organizada além de muito mais paciente. Conheci sobre cada cultura de cada pessoa que morou comigo, aprendi a conviver com essas diferenças. A Índia e os indianos, com essa mania de querer ganhar um bom ‘troco’ a mais em cima dos estrangeiros, me ensinou a me impor, impor o que acho justo e minha opinião, ser pulso firme e a ter muita paciência. Ao mesmo tempo aprendi a ser mais gentil com o próximo, e apreciar pequenos gestos de gentileza. Comecei a valorizar muito mais o significado de pontualidade, já que indianos são extremamente atrasados em tudo , o famoso “5 minutes” chegou a durar 2h em uma situação, e vi o quanto isto é desrespeitoso e irritante.

Me senti pequena em diversas situações. Pequena pois, presenciei como este mundo é enorme e não sabemos  nada sobre a vida. Estamos constantemente em aprendizado. Na Índia comecei a perceber como meu corpo e organismo não sentem falta alguma de carne vermelha, e por causa da Índia deixei de comer carne vermelha. Percebi que não conhecia nada de comida apimentada antes de ir morar lá e me viciei no Masala Chai e Biryani e Nan, comida indianas. Me apaixonei ainda mais por elefantes e conheci lugares surreais de lindos, como Himalais e Taj Mahal. Pude presenciar uma desigualdade social chocante, onde famílias passam o mês com 200 dólares ou menos, enquanto seus chefes andam de carros importados. Tive que me acostumar a andar cobrindo os ombros, na maioria das vezes com uma scarf, mesmo com super calor, ao barulho de buzina das 6h até 22h e ao trânsito terrível que tinha em Chennai.

 

Depois da Índia 

Poderia escrever mais 10 páginas sobre o que eu vive na Índia e como mudei para melhor lá. Na verdade a Índia me transformou. Eu mudei a forma como enxergo o mundo, a profissional que eu quero ser, tive mais certeza ainda que eu amo minha profissão, além de que esta experiência profissional no meu currículo me abriu muitas portas quando voltei para o Brasil. Fiz amizades para a vida inteira, amadureci e me transformei em uma pessoa melhor e mais aberta e preparada para enfrentar desafios. O que muitos já ouviram dizer sobre a Índia é a mais pura verdade: quem consegue sobreviver à Índia, sobrevive a qualquer coisa. rsrs

 

 

 

Faça como a Thauana e transforme a sua vida com um Intercâmbio! 

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One Response to Vivendo desafios e descobrindo a Índia

  1. Monica Campos says:

    Que depoimento ótimo! Estou cada vez mais convencida a fazer o GIP na Ásia. Fiz dois GCDPs no Leste Europeu mas quero muito viver o choque cultural que é estar na Ásia. Depoimento apaixonante!

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