Marina e alunos da escola

Transformando barreiras em possibilidades (no Peru)

 

Marina e alunos da escola

Todo mundo tem planos para quando acabar a faculdade. Mas, com o diploma na mão, as vezes, nem tudo sai como planejado. Mas, e daí? O segredo é não abaixar a cabeça e pensar em outras alternativas. Situações incríveis podem acontecer quando a gente não segue exatamente o roteiro. E foi isso que aconteceu com a Marina.

 

Como ela se meteu nessa?

Recém formada em Engenharia Civil, ela não conseguia arranjar um trabalho. Mandou milhares de currículos e nada. Acostumada com os anos de vibe universitária, voltou a morar com os pais. Cada vez mais insatisfeita, Marina queria sair dessa situação e  se sentir útil.

Desde pequena se achava responsável por deixar o mundo um pouquinho melhor. Unindo esse sentimento e a vontade de sair do lugar, Marina pensou na AIESEC. Vários amigos já tinham viajado com a organização e contado sobre as experiências de Voluntário Global. Parecia a oportunidade perfeita.

Com a ajuda da AIESEC em Uberlândia, se jogou num mar de vagas e países. No meio das possibilidades, escolheu uma ONG peruana que tinha como objetivo desenvolvimento de leitura para crianças.

Menos de um mês depois, Marina embarcou. Ela estava carregada de medos, mas mesmo assim foi, afinal sua mala também estava cheia de sonhos  e vontade de fazer acontecer.

Direto para fora da Zona de Conforto

Ao chegar, foi recebida por uma família incrível. E compartilharam muito mais do que só o espaço físico da casa. Essa conexão fez com que se livrasse de todos aqueles medos que vieram com ela do Brasil.

Depois de alguns dias, se mudou para uma casa só de intercambistas. Lá conheceu pessoas que marcaram sua experiência também. Conviveu com brasileiros, colombianos, mexicanos, chineses, americanos. Teve uma amostra de mundo no Peru. Nesse ambiente só acumulou descobertas e aprendizados.

Dividiu o quarto com mais três meninas, e haja paciência para se acostumarem com os horários e o espaço uma da outra. Para um bom convívio, elas acabaram descobrindo que amor e carinho eram fundamentais. E em todas as situações Marina lembrava que, apesar de terem chegado ali por variadas razões, todos tinham um objetivo legal em comum.

Com a ONG em que trabalhava conheceu as escolas em que o projeto era aplicado. Nesses lugares, teve contato com crianças que a deixaram encantada. Mas também, com uma realidade completamente diferente da que estava acostumada.

No seu tempo livre viajou.  Viu as linhas de Nazca, Arequipa, Puno, Machu Picchu. Quanto mais coisa conhecia, mais tinha certeza da escolha certa que fez e de que o Peru era mesmo maravilhoso.

Marina aprendeu o quanto o ser humano pode se adaptar. E também que podia viver com bem menos do que imaginava. Descobriu que quando se cria laços verdadeiros, não importa onde você está no mundo, sempre vai carregar as pessoas que fazem diferença na sua vida.

Voltando para casa

Foram  sete semanas quase desligada do que acontecia no Brasil. Falava pouco até com os pais. Ao voltar percebeu que não existe lugar melhor do que a nossa casa. Mas também, que as coisas estavam melhores depois da jornada de autoconhecimento e desenvolvimento de liderança que viveu.

O sentimento que tinha era um misto de dever cumprido e querer fazer mais, se doar, fazer o bem. A vontade de conhecer o mundo, que já existia, só aumentou e com ela o desejo de melhorá-lo.

Hoje Marina reconhece que, se o emprego tivesse chegado na hora que esperava, não teria vivido uma das experiências mais grandiosas e enriquecedoras da vida dela.

“Meu eterno obrigada a AIESEC, pela oportunidade. Ao Peru, ao projeto Super20 e a cada amigo que fiz.”

Essa é a trajetória da Marina. Que tal começar a traçar a sua? Clique aqui e saiba mais sobre o Voluntário Global!

 

Cynthia Salomé

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