Intercâmbio Social na Argentina, que tal?

Ter uma experiência incrível de autoconhecimento, com culturas e pessoas diferentes, lugares novos e um bônus no currículo. Isso só é possível num intercâmbio profissional em grandes potências mundiais como Estados Unidos ou alguns países europeus, certo?

Erradíssimo!

Leia também: Cidadão Global: Destinos – América Latina

Aqui na AIESEC sempre frisamos que uma experiência inesquecível de intercâmbio pode vir de vários lugares que você provavelmente não tinha pensado antes. Além disso, também apresentamos a opção do intercâmbio social, que é uma ótima pedida pra quem deseja mais do que uma vivência pessoal transformadora, mas também a melhoria de um pedacinho do mundo.

Que tal tentar um intercâmbio social na Argentina?

Leia também: Coisas que você (provavelmente) não sabia sobre a Argentina

O país com várias delícias culinárias, parques e praças para passar um tempo e ótimo para sentar num café e ler um livro, oferece programas bem interessantes para realizar um intercâmbio social.

Conheça um pouquinho mais sobre alguns deles:

The Andes Way:

The Andes Way é um projeto de intercâmbio voluntário que tem como objetivo reforçar o trabalho organizacional em ONGs na Argentina e desenvolver habilidades sociais nos voluntários. Quem participa desse projeto pode auxiliar nas atividades funcionais da ONG;  coordenar workshops super legais sobre música (confecção de instrumentos com as crianças, show de música típica e danças sobre o país) e se desenvolver dentro das áreas de administração, project management e comunicação institucional das ONGs parceiras.  Muito bom, né non?

Educar:

Educar é um projeto que procura parceria entre a AIESEC, escolas e ONGs para melhorar a qualidade da educação de crianças dentro de uma situação vulnerável. Os jovens voluntários criam um planejamento para garantir o sucesso das aulas de imersão dentro de um ambiente estimulador e dinâmico.

Se interessou ?

Saiba ainda mais sobre o intercâmbio voluntário na Argentina!

É só clicar AQUI.

Foto de capa: Blog Bestday

Cidadão Global: Destinos – Ásia

Aterrissamos agora no continente asiático para contar um pouco mais sobre alguns dos países que a AIESEC te dá a oportunidade de conhecer por lá.

O maior continente do mundo tem lugares incríveis e é uma chance de novas experiências. Pra quem busca autoconhecimento, a Ásia é um destino bastante interessante, já que é muito associada à sabedoria e a espiritualidade. Inclusive, muitos dos grandes líderes religiosos são asiáticos: Jesus Cristo, Buda e Maomé, por exemplo.

Afim de um intercâmbio diferente? Conheça alguns destinos do Cidadão Global na Ásia:

 

1- Índia

Cidadão Global - Índia

 

Esse país colorido e cheio das tradições é um dos destinos mais recorrentes dos intercambistas da AIESEC! A Índia possui diversas atrações: de passeios em elefantes até visitas aos rios sagrados e templos hinduístas (o hinduísmo é a religião mais popular por lá).

Na hora de se alimentar, provavelmente você irá se deparar com uma comida super apimentada e temperada, aproveitando as variedades de ervas e especiarias do país. Ah! E não estranhe se vir pessoas comendo com a mão, viu? Isso é bem comum na Índia. Porém, use a mão direita, pois a esquerda é considerada sujinha e para ser usada na hora de ir ao banheiro.

 

A realidade da mulher na Índia e como podemos mudar isso através do intercâmbio

 

2- Tailândia

Cidadão Global - Tailândia

 

Procure “Tailândia” no Google que você vai se deparar com lugares mágicos, ótimos para seu Instagram, diga-se de passagem. Esse país, essencialmente budista, é bem legal para quem está afim de aflorar seu lado espiritual. Inclusive, se você ama luzes, lá existe o Yi Peng Lantern Festival, uma celebração para a purificação espiritual (xô energias ruins!), que envolvem lanternas de papel com velas dentro. Além disso, nesse país você verá uma mistura de arquitetura antiga com construções super modernas de cair o queixo.

 

10 curiosidades sobre a Tailândia

 

3- Malásia

Cidadão Global - Malásia

 

Sua vizinha Tailândia rouba a cena, mas a Malásia também não deixa a desejar. O lugar possui praias e ilhas lindas! Viajar para a Malásia também é uma ótima oportunidade de aprender vários idiomas, já que além do Malaio, encontramos uma galera que fala chinês e inglês. A maioria dos malaios seguem o islã, porém existem bastante budistas, hindus e cristãos, assim no país se comemora o ano novo 3 vezes, uma no calendário chinês, outra no ano novo islâmico e também na data do ocidental.

 

4- Singapura

Cidadão Global - Singapura

Singapura (pode escrever com C também) é um destino incrível e surpreendente. Mais uma vez te convido a jogar o nome do país no Google e verá o ar super moderno do lugar. A cidade-estado fica na pontinha da Malásia (mesmo sendo independente) e tem uma economia bem desenvolvida. Se você procura multiculturas, vai curtir bastante por causa da quantidade de chineses, malaios e indianos tudo se mistura. Aproveite para passear bastante, já que o transporte por lá é bastante organizado e eficiente.

 

5-  Indonésia

Cidadão Global - Indonésia

A Indonésia é o maior arquipélago do mundo, cercada pelos oceanos Índico e Pacífico. É um lugar muito rico em paisagens naturais, sendo o segundo em biodiversidade depois do Brasil. Se você curte coisas exóticas vai adorar os lugares, os alimentos, os animais e tudo mais.  A Indonésia também está na lista de um dos países mais simpáticos do mundo.

 

Após seu intercâmbio na Indonésia, estudante cria um negócio social

 

Ficou com vontade de conhecer esses lugares mais de perto, né? Se informe com a gente! Clique AQUI e seja você um Cidadão Global!

 

Cidadão Global: Destinos – América Latina

Nossa primeira parada nos destinos do programa Cidadão Global é a América Latina. Ainda não conhece bem o projeto? A gente te explica rapidinho. Essa iniciativa é uma oportunidade de jovens realizarem ações sociais em diversos lugares do mundo, aproveitando para viver uma incrível experiência pessoal, conviver com outras culturas e desenvolver uma nova língua. Acompanhe nosso blog e descubra mais sobre esses lugares incríveis!

Mais detalhes AQUI 

América Latina

Está afim de uma experiência de intercâmbio diferente, né? Então contamos pra você coisas maravilhosas de alguns dos nossos principais destinos do intercâmbio social. Além de realizar um trabalho voluntário e ajudar o próximo, você pode aproveitar para “turistar” e conhecer mais sobre o destino escolhido.Veja:

Colômbia

Não só de Shakira se faz a Colômbia.

Muito menos de drogas, já que é uma imagem bem comum que temos, assim como o Brasil com “bunda, carnaval e futebol”. Os conflitos entre as FARC e o governo colombiano já foram resolvidos há anos e os problemas com a violência são os mesmos de qualquer país latino. A Colômbia é um país de cultura riquíssima com lugares lindos e pessoas receptivas. Além disso, pra quem curte dançar, existem  ritmos bem fortes como reggaeton e a bachata. Quanto às comidas típicas temos pratos como: arroz de coco (feito com leite de coco), patacones (pedacinhos fritos e crocantes de banana da terra) e bandeja paisa (melhor ver a imagem):

Confira um depoimento de alguém que foi pra lá pela AIESEC

México

Não só de novela se faz o México.

Como não gostar do país que originou o chocolate? Na verdade, é que o povo indígena que começou a cultivar o cacau estava lá por aquelas regiões. E, por falar em delícias, não temos nem palavras para aquela culinária, né? Burritos, tacos, guacamole… Além disso, o país oferece um conhecimento histórico super legal através de suas ruínas de civilizações antigas. Explore as praias mexicanas, que são maravilhosas, e cuidado com a tequila!

Confira várias curiosidades sobre o México

Costa Rica

Não só de Mar do Caribe se faz a Costa Rica.

Pense em deslumbrantes paisagens. Pois é, a Costa Rica garante isso. Lá é pequenininho e você praticamente cruza o país de carro. A biodiversidade é bem rica também. As comidas típicas são fortes, inclusive no café da manhã, como o Gallo Pinto. Ele é preparado com uma “misturada” de coisa, mas a base é o arroz e o feijão.

Veja mais curiosidades sobre a Costa Rica

Argentina

Não só de rivalidade no futebol se faz a Argentina.

São poucas horas de viagem que nos separam dos hermanos. Não sei se é vingança pelo futebol, mas a Argentina quer nos deixar gordos: maravilhosos churrascos, alfajores e vinhos.

Porém, é possível também fazer bastante atividades de exploração da natureza e esporte. Prepare seu portunhol e se aventure por lá!

Veja o depoimento de uma intercambista que foi para a Argentina

Peru

Não só de Lhamas se faz o Peru.

O berço das civilizações da América, lar das Lhamas, flautas andinas e ponchos é um país cheio de mistérios para serem desvendados! O Peru é nosso vizinho, fazendo fronteira dividindo a floresta amazônica e muitas paisagens naturais super bonitas. Além disso, possui uma cultura bem diversa. Você vai encontrar artesanato, música, museus e dança por algumas cidades.

7 motivos para conhecer o Peru

Ok. Pode ser que muitos desses tenham sido meio clichês. Porém, se você estiver disposto a fazer um intercâmbio, além de auxiliar uma comunidade, você poderá descobrir coisas novas sobre a cultura desses países. Ficou interessado? Saiba mais AQUI.

Como ter uma experiência de intercâmbio pode desenvolver sua carreira

A Mônica Tedesco teve uma experiência incrível na Bolívia. Depois de se formar na faculdade, no curso de Direito, em julho de 2015 a recém-formada teve certeza que  naquele momento ela não estava preparada para enfrentar uma rotina de trabalho de 8h por dia, 5 vezes na semana. Foi aí que ela conheceu a AIESEC e a possibilidade de realizar dois desejos pessoais ao mesmo tempo: viajar para um país desconhecido e trabalhar com Direitos Humanos. Ela escolheu o projeto Do It For Her, em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia.

Ela contou pra gente como foi sua experiência:

O trabalho era em uma casa de refúgio, a Casa de La Mujer, que oferecia abrigo para mulheres que sofreram violência doméstica, bem como assistência jurídica nesses casos. Lá, eu iria atender as vítimas, confeccionar denúncias e orienta-las sobre a Lei 348, que amparava e protegia diante de tais violências.Em menos de 15 dias comprei minhas passagens, um dicionário de espanhol e fui! Uma família chilena me hospedou e todos da AIESEC Bolívia me ofereceram todo suporte necessário.

 

Comecei o trabalho organizando dados e estatísticas e também criando palestras para oficinas que realizávamos na cidade e região.  Era muito comum irmos à comunidades indígenas ou cidades afastadas de Santa Cruz, para divulgarmos a Lei 348, abordar sobre a violência de gênero e também ouvir as necessidades da comunidade, para ajudarmos ou encaminharmos para os órgãos responsáveis. Participei várias vezes de programas de rádio e televisão de Santa Cruz de La Sierra e região, para abordar diversos temas como assédio sexual, violência de gênero e leis brasileiras.

Numa dessas viagens, conheci Vallegrande, que é a cidade que Che Guevara foi morto. Particularmente foi a viagem que mais gostei de realizar, pois além de ter conhecido lugares históricos, a recepção dos moradores foi muito calorosa. Era incrível como aquelas pessoas (maioria mulheres) reagiam de forma inesperada, quando dizíamos que ser casada com um homem, por exemplo, não dava o direito de seus companheiros agredi-las. Elas ouviam tudo como se fosse uma grande novidade! O machismo na região do departamento de Santa Cruz, é alarmante e trabalhar contra isso por quase dois meses foi enriquecedor!

Entre uma palestra e outra, eu trabalhei atendendo vítimas que muitas vezes fugiam para a Casa de La Mujer com filhos no colo e roupas do corpo. As denúncias poderiam ou não virar um processo judicial, de acordo com cada caso concreto.

 

Os relatos que ouvi nesse período são inesquecíveis, pelo sentimento de dor e sofrimento que essas mulheres chegavam na casa. De uma forma sutil, tentava convencê-las que só o fato de estarem conosco pedindo ajuda, já as tornava guerreiras! Isso porque muitas vezes essas mulheres não tinham família (ou o suporte dela), não tinham abrigo muito menos dinheiro para se manterem. Porém, finalmente reconheceram que as agressões e humilhações eram práticas abusivas diante de seus corpos e mentes e isso poderia ser início de uma mudança interior.

A volta para o Brasil 

A conclusão do projeto não poderia ter sido mais engrandecedora. Voltei para o Brasil com a sensação de me encontrar profissionalmente e sentir que sair da zona de conforto é algo que nos engrandece muito mais do que eu poderia imaginar. Realizar um trabalho voluntário, principalmente em condições tão extremas, foi fundamental para me conhecer melhor, me adaptando à situações totalmente diversas das cotidianas.

Hoje como advogada, ainda não atuo diretamente na área que escolhi realizar meu projeto, mas muitas portas estão sendo abertas desde então. Uma delas foi o convite que recebi para palestrar na Feira Nacional do Livro em minha cidade, contando minha experiência com a AIESEC bem como abordando a real situação da violência doméstica no Brasil, comparando os dados com a situação Bolívia.

Agradeço à AIESEC pelo total suporte recebido e a todas as pessoas maravilhosas que conheci desde então. Em breve espero embarcar para um novo projeto, em um novo país! Uma vez que descobrimos o quão engrandecedor é  doar-se  às causas mais nobres, nunca mais a gente segue a vida no automático!

 

Já te demos muitos motivos para você fazer um intercâmbio esse ano mas, se você ainda não se convenceu, veja mais 7.

Como fazer um intercâmbio sem a preocupação dos pais

Muitos estudantes sonham em fazer um intercâmbio e conhecer novos lugares, povos e culturas. A AIESEC acredita em mudança, em fazer a diferença, e que cada pessoa possui o poder de transformar o seu ambiente. O Cidadão Global, projeto de intercâmbio com trabalho voluntário é uma importante ferramenta para isso. O programa de intercâmbio permite que você desenvolva autoconhecimento, torne-se orientado para a solução, consiga emponderar outras pessoas e crie uma consciência global.

Porém, muitas vezes a família do futuro intercambista fica receosa com a viagem. A primeira viagem sozinho do estudante  para o exterior gera algumas inseguranças e  medo. Mas, a AIESEC oferece todo o suporte que o intercambista precisa no Brasil e no exterior para ter uma viagem memorável. O Guilherme Athayde da AIESEC de Vitória resolveu fazer um intercâmbio para o Peru e contou como foi a escolha do projeto e qual foi a reação da sua mãe Adriana, quando ele disse que viajaria para o intercâmbio.

“Eu entrei na AIESEC como membro em maio de 2014, por indicação de amigos da faculdade. Como a maioria dos membros novos, tinha um conhecimento bem básico do que se tratava a organização, mas sabia que tinha relação com o convívio com outras culturas, o que me interessava muito desde sempre.

Entrei como membro da área que envia pessoas para o intercâmbio voluntário, o que me permitiu ficar bem próximo das experiências das pessoas que acompanhávamos, e o que despertava em mim uma vontade cada vez maior de ter a minha própria. Com isso, depois de alguns meses decidi que faria o intercâmbio, mas ainda sem saber para onde.

Fui pesquisando sobre os projetos, e sobre os países, até que encontrei um que me identifiquei desde o primeiro momento em que li a descrição da vaga. Conhecia bem pouco sobre o Peru, e a princípio fiquei relutante quanto ao país, mas depois de pesquisar e conversar com pessoas que já o haviam visitado, percebi que era a escolha certa para aquele momento.”

Guilherme contou que já tinha viajado sozinho dentro do país, mas nunca para o exterior. E que quando falou com sua mãe da viagem ela ficou assustada com a ideia: “Ela ficou receosa, mesmo porque ela desconhecia o trabalho da AIESEC e achou que seria uma viagem a passeio. Mas, quando expliquei sobre o cunho social, da importância do nosso trabalho para o mundo de hoje, ela comprou a ideia porque entendeu que aquilo ia me marcar e que poderia ser meu legado para um mundo melhor. A partir daí, ela não mediu esforços para que a viagem acontecesse.

Antes da viagem, Adriana, mão do Guilherme não conhecia o trabalho da AIESEC, mas depois disso só teve elogios a fazer:

“Ela ficou surpreendida pela organização que temos no nosso trabalho e que isso foi visível durante todo o período do intercâmbio. Depois da viagem, ela se tornou a maior interessada no que fazemos, porque entendeu que a AIESEC existe para a construção de um mundo mais igual e que isso é feito com integridade, o que é raro atualmente. Sobre a saudade ela disse que é algo diferente. Eu já moro em outro estado mas, ela disse que a saudade quando eu estava no Peru era diferente. Ficava imaginando se eu estava me alimentando direito, se minha host family estava me tratando bem e coisas do tipo. Ficava preocupada se não nos falávamos no telefone, ou pela internet, porque dependendo do lugar que eu visitava ficávamos dias sem nos falar por não ter sinal de telefone ou de internet, então, nessas situações na primeira oportunidade que eu tinha procurava algum lugar que tivesse o mínimo de internet para mandar fotos ou mensagens para tranquiliza-la. No fim das contas, percebemos que tudo isso serve para valorizarmos ainda mais o que temos aqui por perto.”  

Quer fazer como o Guilherme e viver uma experiência incrível no Peru?  Baixe nosso eBook conheça os projetos de lá.