Como a páscoa é comemorada em outros países

A Páscoa é uma época cheia de tradições e em muitos países não se resume apenas em ovos de chocolate e no famoso coelhinho, mas também em liturgias, procissões, almoços em família e cordeiro. Embora existam elementos em comuns, as tradições agregam características de cada cultura e região.

No mundo, existem diferentes simbologias ligadas a essa data. O ovo aparece como representação de fertilidade em diversos países – e nem sempre é de chocolate. Outros símbolos conhecidos são o sino e o coelho.

Índia

Nos destinos indianos, onde o hindu é praticado, a festa ganha detalhes únicos, encontrados apenas no país. Em vez da páscoa, tal qual como conhecemos, na Índia é comemorado o festival Holi. A data é marcada para relembrar o nascimento do deus Krishna.

Garantindo um mergulho cultural incomparável, o país todo se reúne para dançar, tocar flautas e outros instrumentos musicais, preparando ainda verdadeiros banquetes com comida e pratos típicos, ou seja, uma oportunidade única para saborear a exótica culinária indiana. Outra marca da festa é a presença dos elefantes que recebem pinturas especiais pelo corpo. E não pense que a arte fica restritas aos animais. Os anfitriões marcam a testa de seus convidados com um pó colorido. Hoje em dia, o pó toma conta das ruas, enchendo de cor ruas, lugares e pessoas.

 

Polônia

Na Páscoa da Polônia, a tradição diz que o dono da casa não pode ajudar a preparar o famoso “Pão de Páscoa”, pois caso contrário seu bigode ficará cinza e a massa irá desandar. Há quem diga que esta seja apenas uma boa jogada de marketing das padarias polonesas, mas por via das dúvidas nenhum bigodudo costuma arriscar…

Grécia

A Páscoa tem uma diferente tradição na Grécia, em que ovos vermelhos (simbolizando o sangue de Jesus) são distribuídos entre os convidados (geralmente a família), que devem encostar no ovo de outro convidado até rachá-lo. Reza a lenda que o último a ter seu ovo rachado terá bastante sorte e fartura no ano seguinte.

Alemanha


O alemão Volker Kraft decorou uma árvore com cerca de 9.200 ovos de Páscoa, no jardim de sua casa

A Páscoa alemã celebra tanto o feriado cristão quanto a chegada da primavera. Tradicionalmente, as árvores são enfeitadas com ovos coloridos. Uma curiosidade: apesar de muitas pessoas terem abandonado a tradição, um senhor de 76 anos chamado Volker Kraft colecionou 10 mil ovos ao longo da vida e, todos os anos, os pendura em uma macieira em seu jardim.

Ucrânia

A tradição mais forte é a decoração de ovos com os quais serão presenteados amigos e parentes. A tradição diz que, se as crianças forem bem comportadas na noite anterior ao domingo de Páscoa e deixarem um boné de tecido num lugar escondido, o coelho deixará doces e ovos coloridos nesses ‘ninhos’.

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Wallace Gomes da Costa

Índia: além de incrível, uma experiência multicultural

 

“Eu fui para a Índia. ” Quando a Elisa fala isso isso recebe as mais diferentes respostas. “Que louco!”, “Como é lá?”, “Mas por que a Índia?” Todo mundo reage como se ela tivesse ido para um outro planeta.

Ir  para a Índia com a AIESEC é uma escolha que ela nunca vai se arrepender. Ler um pouco sobre a experiência dela nos desperta uma vontade louca de colocar uma mochila nas costas e ir para a Índia também. Ir sem pensar duas vezes e de quebra entender por que o slogan do país é: Incredible India.

Ela chegou com medo. Medo de tudo de negativo que já tinha visto sobre o país. Mas ao mesmo tempo confiante, pelos contatos que teve com a empresa em que iria trabalhar, quando ainda esteve no Brasil. Acho que se ela pudesse encontrar a Elisa do passado, diria: “Relaxa! Seu sexto sentido está certo. Vai ser a experiência da sua vida.”

O  Talentos Globais da AIESEC é uma das maneiras pela qual a organização acredita que um jovem pode desenvolver  liderança.  Durante todo o tempo de escolha de vagas e fechamento de contrato, e também durante a experiência,  os intercambistas são orientados a trabalhar com esse objetivo. No dia a dia de Elisa na Índia ela pode ver o quanto as coisas que a AIESEC falou caíram direitinho na vivência dela. Hoje, de volta para o Brasil, ela ainda pensa nos pontos que aprendeu.

Mas sem dúvida o item que ela mais carrega no seu dia a dia é ter se tornado uma cidadã do mundo. Isso, entre muitas coisas coisas, faz com que você carregue o melhor do outro consigo, e veja o mundo além.

Elisa aprendeu com os indianos a importância do compartilhar sem querer nada em troca. Eles não dizem obrigado, já que para eles ajuda não é um favor. Fazem as coisas pela bondade em si.

Com os alemães ela  aprendeu a ser mais exigente. Não aceitar coisas feitas pela metade ou ‘meia boca’. No Brasil, mesmo estando insatisfeitos com algo acabamos deixando para lá. Agora, se ela está dando o seu melhor, é isso que ela espera de volta.

Já com os franceses ela descobriu que ser pontual é mais do que uma questão de respeito, e sim comprometimento.

Com os tunisianos, que crescer em uma religião muçulmana é quebrar estereótipos. Ela aprendeu também a respeitar sem tentar converter.

Com os tailandeses, que um sorriso na cara pode abrir várias portas.

Em contato com os afegãos ela percebeu que o único perigo que existe é o de você se apaixonar pela comida deles. E acredite, você vai!

Com os nossos vizinhos latino americanos ela aprendeu que realmente sabemos ser hospitaleiros. Além disso, ninguém mexe o quadril igual a nós!

Os nepaleses ensinaram para Elisa que a felicidade não está no ter e sim no ser. Mais do que isso, felicidade está na simplicidade.

Hoje, ela carrega consigo algumas manias indianas, alguns pensamentos budistas e algumas receitas tailandesas.  No seu celular ela tem uma playlist de reggaeton e punjab songs, e guarda vários mantras hindus. Ela não vê a hora de percorrer mais quilômetros por aí, para fazer dela mesma e do mundo um pouquinho melhores.

 


E aí, quer ver como nove meses fora do país podem mudar a forma como você vê o mundo? Chega aqui!

Cynthia Salomé

5 coisas que a Índia me ensinou

 

Meu nome é Amanda. Aos 22 anos eu estava num momento bem tranquilo da minha vida. Estava me formando em Publicidade e Propaganda e com um emprego na área. Naquela época eu não tinha muita vontade de buscar coisas novas.

Depois de um mês no Canadá, onde estudei inglês, voltei no embalo de viver um intercâmbio de maior duração. No meio das várias possibilidades, resolvi escolher uma experiência em que eu pudesse trabalhar e viver essa adrenalina multicultural ao mesmo tempo. Uma amiga minha falou sobre a AIESEC e eu resolvi comprar a ideia de desenvolvimento de liderança da organização.

Sai da minha primeira visita ao escritório da AIESEC em Belo Horizonte falando que iria para a Índia, participar do Talentos Globais . Alguns meses depois eu estava olhando por uma janela de avião. Cheguei a Mumbai em Junho de 2015 para trabalhar com marketing em uma escola por quase um ano. O que eu aprendi foi muito além de pesquisas de mercado e eventos de divulgação.

 

1 – A me virar

 

Viver sozinha em um país desconhecido te lembra a todo momento que você precisa se virar. Existem coisas simples que morando com os pais ou na sua própria cidade você não se dá conta. E também existem os imprevistos. Tudo isso é por sua conta e risco. Uma hora precisa ser feito, então a gente aprende a solucionar!

 

2- Conhecer mais sobre essa tal de Amanda

Quando eu estava lá eu refletia muito sobre mim. O que eu estava fazendo na vida? O que eu queria fazer na verdade? Como seria meu futuro? Essas perguntas que eu sei muito bem que todos vocês devem se fazer.  Todos os questionamentos que eu fiz refletem hoje em quem eu sou e principalmente na pessoa que eu procuro ser. E sim, eu encontrei mais dúvidas do que respostas, mas foram essas dúvidas que me colocaram para frente.

 

3- Me interessar por assuntos além dos meus próprios problemas

Conhecer outras realidades me fez sentir muito mais responsável pelo que acontece nos outros lugares do mundo. Apesar de culturas diferentes temos problemas muito similares. Comecei a acreditar que tomar responsabilidade por eles é uma obrigação nossa como pessoa. Depois de um intercâmbio, passamos a sentir parte daquele lugar e indiretamente de todos os outros do mundo. Eu passei a me preocupar com a Índia da mesma forma que nos preocupamos com nosso país.

 

4- Ter vontade de fazer acontecer para outras pessoas

 

Durante meu intercâmbio eu conheci diversas pessoas que faziam parte da AIESEC. Eu via nessas pessoas qualidades que eu queria ter, e mais que isso eu via um trabalho que eu queria realizar. Voltei para o Brasil e me inscrevi para o processo seletivo da organização.

Atualmente eu sou uma pessoa muito mais ativa. Fazer parte da AIESEC me proporciona ajudar, mesmo que indiretamente a tornar o mundo melhor, já que incentivamos as pessoas pessoas  a  serem mais conscientes dos problemas que existem. Hoje eu dou oportunidade para que as pessoas façam coisas que vão ajudá-las a se desenvolver.

5 – Criar meu próprio conceito de satisfação profissional

 

Trabalho para mim agora tem que ter um propósito maior do que apenas ganhar dinheiro.  Eu quero poder, dentro da minha área, impactar outras pessoas e fazê-las encontrarem a melhor versão delas mesmas, assim como eu busco a minha todos os dias.

Quer descobrir o que a Índia (ou o mundo) tem para te ensinar? Vem conhecer um pouco mais sobre o Talentos Globais!

 

Cynthia Salomé

Os 5 países mais baratos para se fazer intercâmbio pela AIESEC

Para fazer um intercâmbio é preciso se planejar bem, se organizar e saber administrar seu dinheiro. Juntando uma graninha, não tão alta quanto você imagina, dá pra garantir uma experiência incrível e que pode te ajudar a se desenvolver tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Está querendo viver essa aventura, porém não pode desembolsar muito? Veja alguns países que possuem um custo de vida mais baixo e que a AIESEC pode te levar:

1- Índia

Por se tratar de um país com a economia em desenvolvimento, a Índia é um lugar em que não se gasta tanto dinheiro para se viver. Segundo o site Megacurioso o valor dos aluguéis são  95,2% mais baixos que no Brasil e o custo de alimentação 74,4%. Aproveite para conhecer esse país colorido e conhecer templos hinduístas super legais.

2- Egito

Ir para o Egito é uma vivência única e de grande impacto cultural. O país é marcado pela presença de diversos lugares históricos e belezas naturais. De acordo com o portal Nômades Digitais, vivendo no Cairo você tem um custo de vida 42% menor do que em São Paulo.

3- Peru

Viver por uns tempos na terra das Lhamas e dos mistérios da humanidade pode ser bem legal.  O país já traz alguma facilidade por ser perto do Brasil e seu custo de vida chega a ser 15% do que em São Paulo.

4- Colômbia

Pronto pra treinar o Espanhol e dançar um Reggaeton? A Colômbia é um destino incrível e que oferece vários agitos pra você. Viver lá também não exige um alto custo, sendo mais ou menos 23% mais barato que em São Paulo.

5- Panamá

O Panamá é um ótimo lugar pra quem quer economia. Segundo a Economist Intelligence Unit, a capital Cidade do Panamá está na 124ª posição das 131 cidades do mundo em termos de menores custos de vida.  Que tal curtir o sol nascendo num oceano e se pondo em outro?

Observação: Lembrando que esses países foram escolhidos devido ao baixo custo de vida no local. O preço de passagens aéreas podem deixar a viagem um pouco mais cara. Por isso, pesquise bastante antes 🙂

E aí, curtiu? Que tal se inscrever para fazer um intercâmbio? Veja mais AQUI.

A realidade da mulher na Índia e como podemos mudar isso através do intercâmbio

 Segundo dados, 1 em cada 3 mulheres no mundo sofrem algum tipo de assédio, e 1 em cada 5 são vítimas de estupros. Na Índia, uma mulher é estuprada a cada 20 minutos. A ONU, em 2015, lançou 17 metas globais para serem atingidas até o ano de 2030, entre elas, a redução das desigualdades e a igualdade entre os gêneros.

A AIESEC, parceira da ONU, que ajudou a estabelecer essas metas, deseja atingir a paz e o preenchimento das potencialidades humanas a partir de trocas multiculturais por meio de intercâmbios, como o da Jéssica Mesquita, 24, que procurou o escritório da AIESEC na USP para realizar seu sonho de impactar a educação na Índia através de um intercâmbio profissional.

Conversando com a Jéssica, passamos por vários temas, desde as produções Bollywoodianas incríveis, até a diferença no tratamento das pessoas pelas suas castas. Mas algo que impressionou foi quando ela disse que, na Índia, quando uma mulher fica grávida de uma menina, isso não é comemorado, e que até se instaurou uma lei onde os médicos não podem contar para as famílias o sexo do bebê antes do nascimento. Isso ocorre pela alta taxa de feticídios do país, onde, de cada 10 mil fetos mortos, só um é do sexo masculino.

Jéssica indica que todos assistam um documentário do Netflix sobre o assunto, o “India’s Daughter”, que conta a história de Jyoti Sighn, uma estudante de 23 anos que foi brutalmente estuprada por 6 homens (incluindo um menor de idade) enquanto voltava do cinema, em 2012. Nos depoimentos desse documentário, encontramos um senhor indiano que diz que o principal problema da Índia é a mentalidade do seu povo, que diferencia meninos e meninas desde antes do seu nascimento.

Já os defensores dos estupradores alegam que mulheres são como diamantes, e devem ficar dentro de casa para não serem “dados aos cães”. Além disso, dizem que ela foi a culpada pelo que aconteceu, por estar à noite nas ruas de Délhi com pessoas que não eram seus parentes. Isso mostra que o mundo ainda vive numa sociedade patriarcal, onde o homem é visto como superior à mulher, e há quem diga que é preferível que as mulheres morram após o estupro que continuem vivas, envergonhando a família.

É claro que cada país tem seus problemas culturais, e não será fácil revertê-los. O caminho mais assertivo é se questionar sobre os seus costumes, e deixar a semente para que outras sociedades façam o mesmo. Isso pode ser feito através do intercâmbio.

Como a Jéssica disse, o fato de ela estar lá expondo uma parte da cultura brasileira fez com que os indianos começassem a pensar no modo em que agiam, e que ela “talvez não tenha gerado diretamente uma mudança, mas o fato de estar lá fez com que eles parassem para pensar na sua própria cultura e se descobrir também”.

A Jéssica foi para Chennai trabalhar como consultora de idiomas e treinadora de Português, Inglês e Espanhol através do programa Talentos Globais, de intercâmbios profissionais. Após o contato com o escritório da AIESEC na USP, ela passou por uma entrevista com a empresa e embarcou nessa experiência, que foi uma das melhores de sua vida.

 

Nós concordamos que as mudanças estão ocorrendo. Elas não virão da noite para o dia, mas existem pessoas (jovens, na maioria) que estão em busca da redução das desigualdades e da igualdade de gênero. Se as próximas gerações de líderes, como os alunos da Jéssica, crescerem se importando com os direitos humanos e lembrando que existem culturas diferentes da deles, como aprenderam com sua professora brasileira, a mudança pode ser acelerada.

Não foi difícil encontrar pequenas mudanças que já estão em vigor. Desde o caso Jyoti, a Índia já endureceu quando o assunto é a violência contra a mulher e a igualdade de gênero. O ativismo está cada vez mais forte, e os estudantes não toleram mais casos de violência, seja um estupro ou violência doméstica. Um outro exemplo dessas mudanças veio do governo indiano, que lançará um aplicativo para celulares em 2017 que servirá como um botão para alertar pessoas sobre situações de perigo na região.

 

 

A mudança ocorreu também para a Jéssica, que não só se descobriu ainda mais na sua estadia na Índia, como também entendeu a importância que a troca de experiência multiculturais pode ser um grande passo para a instauração de um futuro melhor para o mundo. Com uma visão global, a Jéssica pode empoderar seus alunos para que também se descobrissem, e não fugissem da luta por uma Índia e um mundo melhor.

 Se você também quer fazer parte desse movimento, quer deixar uma semente de mudança em outras culturas, para que as próximas gerações vivam em um mundo com mais respeito, igualdade e paz, conheça os programas de intercâmbio da AIESEC e se desenvolva como um líder.

 

 

 

 

Como é ser um talento global na Índia

Da cidade de Nova Delhi viajamos até Jaipur para encontrar com um talento global, Arnon Laurelli, estudante de Ciências da Computação. Como vocês já estão acompanhando no Facebook, essa semana estamos imersos na rica e milenar cultura da Índia. A experiência que conheceremos agora é a do intercâmbio profissional.

Arnon tem só 22 anos e trabalhou durante seis meses em uma empresa da área de TI. O trabalho era dar suporte técnico, assistindo clientes em inglês, português e espanhol. Haja sincronia para passear por três línguas diferentes durante o dia, não é?

Segundo Arnon, ao conhecer a AIESEC, ele teve a oportunidade de entrar em contato com muitas vagas pelo mundo inteiro. “A princípio, procurei vagas pela Alemanha, mas infelizmente exigiam skills que eu não tinha (mestrado, certificações ou experiência de trabalho). Decidi pela Índia pela quantidade ridiculamente grande de vagas e por aceitarem com mais facilidade os estagiários (muita gente vai pra lá)”, diz.

O estudante acredita que fez a melhor escolha. Trabalhou em uma empresa séria, com horários fixos, sem extrapolações e acredita que a experiência internacional será um diferencial válido para seu currículo. “Além de praticar o inglês, pude ver de perto como uma empresa de software funciona”, completa. Arnon acredita que o profissional brasileiro será, e muito, valorizado lá fora e que o nosso país é praticamente sinônimo quando se referem à América Latina.

Viver em um país tão diferente como a Índia levou o brasileiro a enxergar além dos estereótipos. Arnon explica que a sujeira e a pobreza em excesso existem. Assim como as ruas lotadas dividindo o espaço com elefantes, camelos e mercadores.  “Uma coisa que eu e meus colegas de quarto aprendemos é a aceitar uma cultura diferente. O choque inicial pode gerar repulsa, mas depois de certo tempo, percebi que nós (ocidentais) supervalorizamos os ideais de limpeza e organização, por exemplo. A imagem que tenho da Índia agora é completamente distinta. De suja e miserável para riquíssima em cultura e histórias, cheia de um povo receptivo e solidário, de lugares de tirar o fôlego e de tremenda paz” ressalta.

Gostaram da história do Arnon? Nós adoramos pode contar como os nossos intercambistas voltam de suas viagens e saber o que eles aprenderam. Se você ficou animado, acesse o site e conheça mais sobre o programa Talentos Globais. Para tirar dúvidas basta se cadastrar no sistema online. Até o nosso próximo destino. 😉

Programa Talentos Globais: impulsionando sua carreira

Na semana passada, conhecemos um pouco mais de Moçambique através da experiência da Mariani Schäfer. Mas antes de arrumar as malas rumo ao nosso próximo destino, vamos aproveitar a estadia no país para falar sobre outro programa da AIESEC, o Talentos Globais.

O programa, que pode durar de três meses a 1 ano, tem como objetivo inserir o participante em uma cultura diferente e em um ambiente global de aprendizado que o colocará perante desafios profissionais, além de vivenciar a realidade de uma empresa internacional. São diversas oportunidades para trabalhar nas áreas de marketing, administração e finanças em destinos surpreendentes.

E para saber como é a experiência de trabalho em uma empresa internacional, conversamos com o Tiago Bortolin, estudante de Administração do Rio Grande do Sul, que mora na cidade de Tete, no norte de Moçambique. Tiago trabalha na Vale, mineradora brasileira, e na entrevista abaixo conta por que escolheu o país, suas impressões, como é o ambiente profissional e muitos mais. Confira:

AIESEC: Por que você escolheu o programa Talentos Globais? E o que te motivou a optar por Moçambique?

Tiago: Trabalhei na AIESEC por mais de três anos como voluntário no comitê local, nacional e internacional e achei que era a maneira de fechar com chave de ouro meu tempo na organização, usufruindo de todas as ferramentas que ela tinha para o desenvolvimento de pessoas. Eu procurava algo para me tirar da zona de conforto e estava decidido a passar um tempo longe onde tivesse que aprender a me virar sozinho, longe de tudo e todos. Moçambique apareceu no caminho por acaso e uniu as duas coisas que eu queria: uma experiência em uma grande multinacional e também o desafio pessoal do ambiente cultural.

AIESEC: Como é o seu trabalho?

Tiago: Trabalho na cidade de Tete, no norte de Moçambique, na mineradora Vale, na área de Desenvolvimento Social e Comunicação, dentro do projeto de desenvolvimento de uma mina de carvão. O intercâmbio tem duração de um ano e fui para trabalhar com gestão da informação, organizando os dados que foram gerados durante o processo do reassentamento das famílias, que estavam na área onde o projeto foi construído.

AIESEC: Quais eram as suas impressões sobre Moçambique e o que mudou?

Tiago: As impressões eram as dos noticiários. Pobreza, grande parte da população negra, problemas com governos etc. Esses pontos realmente existem, mas há algumas coisas que chamam muito mais a atenção aqui do que os problemas. Primeiro, a força do povo, que é muito esforçado e se vira como pode. Segundo, é a alegria deles. Às vezes até acho que muitas pessoas que eu conheci aqui são até mais felizes do que eu. Terceiro, as belezas naturais. Moçambique e África Austral são muito bonitas, existem lugares muito lindos para visitar.

Existe uma cultura muito forte aqui, é um ambiente muito diferente. É difícil de entender a maneira das pessoas pensarem e agirem no início, pois nós estamos com a cabeça tão destinada a pensar de uma forma, que não conseguimos ver o outro lado. Isso reflete muito no ambiente profissional, onde o tipo de rendimento que as empresas tendem a exigir, não é aquele que é normalmente exigido nestes locais.

AIESEC: Como você acredita que a experiência de estágio internacional acrescentará em sua carreira?

Tiago: Basicamente, é um grande salto. Tudo leva a desenvolver o tipo de competência que eu sei que o mercado quer que eu tenha. Um dos meus objetivos aqui é esse: conseguir realmente desenvolver a adaptabilidade e a flexibilidade que eu sei que é necessária para trabalhar em ambientes desafiadores, que é o tipo de experiência que eu procuro.

AIESEC: Qual a principal diferença entre o ambiente empresarial do Brasil e o de Moçambique?

Tiago: Em termos de trabalho, o ambiente empresarial é mais formal que o brasileiro. Em geral, o próprio povo moçambicano é mais formal e em algumas vezes dá para notar que eles estranham o jeito informal que o brasileiro tem no trabalho e na própria vida pessoal. Além disso, o ritmo de multinacional ainda é bem diferente do ritmo ao qual o pessoal está acostumado, principalmente os mais antigos.

AIESEC: Qual tem sido o papel da AIESEC durante sua estadia fora do Brasil?

Tiago: A AIESEC para mim é como se fosse um porto seguro, onde em caso de dúvidas, é o local onde eu posso contar. Como a empresa já é internacional, tem muitos funcionários de fora e uma equipe dedicada a dar suporte, não tenho tido muitos problemas.

Bacana a experiência do Tiago, não é? Se você também procura uma oportunidade como esta, entre no site da AIESEC conheça mais sobre o programa Talentos Globais. Para tirar as suas dúvidas é só se cadastrar no sistema online. 😉

10 curiosidades – Índia

Iniciamos hoje uma série de posts que irão trazer algumas curiosidades sobre os países em que a AIESEC realiza intercâmbios. A AIESEC na Índia é uma das mais importantes dentro da rede global da AIESEC e até já falamos um pouco sobre o país neste post.

A intenção da série é mostrar alguns fatos pouco conhecidos da maioria. Vamos lá:

  1. A primeira Universidade foi criada na Índia em 700 a.C. na região de Taxila.
  2. A empresa que mais emprega pessoas no mundo está lá: Indian Railways têm mais de 1 milhão de funcionários.
  3. O Taj Mahal foi construído em 11 anos.
  4. O jogo “Xadrex” foi inventado pelos indianos.
  5. Em sua história de mais de 100 mil anos, a Índia nunca invadiu outro país – não deve ser à toa que é a terra de Gandhi.
  6. Era um dos países mais ricos do mundo antes da invasão britânica no século 17.
  7. A mais alta ponte do mundo está na Índia: é a Bailey Bridge e está no Himalaia a uma altitude de 5.602 metros.
  8. O valor de “pi” foi calculado pelo matemático indiano Budhayana no século 6.
  9. O Yoga foi criado na Índia há 5 mil anos.
  10. A Índia tem o maior número de mesquitas. Mais de 300 mil, superando o mundo islâmico.
Quer conhecer mais? Confira o post que fizemos sobre a Índia.

Oportunidade de estágio internacional. Vai perder?

O estágio tem papel fundamental durante a formação acadêmica e profissional de um universitário. É esta experiência que o coloca em contato direto com os desafios da profissão. É engraçado como a nossa visão do mercado muda quando estamos na faculdade e começamos a entrar em contato com a realidade. Para a área da Tecnologia da Informação, por exemplo, costumamos pensar que é fácil conseguir vagas de treinamento ou estágio. Mas o segmento é tão competitivo quanto os outros e tem exigido cada vez mais qualificação e destaque do profissional.

O profissional de TI deve investir na carreira com cursos extra-curriculares, especializações, conhecimento de línguas estrangeiras, além dos valores que o mercado já considera como prioridade como liderança e iniciativa.

Jhessica Kanda, formada em Ciências da Computação em Londrina, optou trabalhar na Tata Consultancy Services (TCS), quinta maior empresa de tecnologia do mundo que encabeça a lista dos melhores prestadores de serviços de TI do ranking “Tech 100” promovido pela Bloomberg Businessweek. A experiência, na Índia, ainda conta com o desenvolvimento da liderança e um autoconhecimento proporcionado pela experiência de viver em outro país com uma cultura totalmente diferente.

“Vir para Índia para trabalhar na TCS tem sido uma experiencia incrivel para mim. Essa é uma boa oportunidade para se ter uma uma experiência internacional e profissional. Além do crescimento professional, vir para a India me fez crescer como pessoa também. Índia é um pais que requer de você uma capacidade de adaptação muito grande.”

Você ainda tem dúvidas que ela fez uma boa escolha para se preparar para o mercado? Acha que ela teve sorte? Você também pode trabalhar na Tata e também pode se tornar um profissional diferenciado e abrir as portas de um futuro brilhante. Estes são os últimos dias de inscrição para o programa IT’s my World. Confira mais informações aqui no blog e inscreva-se já (até amanhã somente)!