Cidadão Global: Destinos – Ásia

Aterrissamos agora no continente asiático para contar um pouco mais sobre alguns dos países que a AIESEC te dá a oportunidade de conhecer por lá.

O maior continente do mundo tem lugares incríveis e é uma chance de novas experiências. Pra quem busca autoconhecimento, a Ásia é um destino bastante interessante, já que é muito associada à sabedoria e a espiritualidade. Inclusive, muitos dos grandes líderes religiosos são asiáticos: Jesus Cristo, Buda e Maomé, por exemplo.

Afim de um intercâmbio diferente? Conheça alguns destinos do Cidadão Global na Ásia:

 

1- Índia

Cidadão Global - Índia

 

Esse país colorido e cheio das tradições é um dos destinos mais recorrentes dos intercambistas da AIESEC! A Índia possui diversas atrações: de passeios em elefantes até visitas aos rios sagrados e templos hinduístas (o hinduísmo é a religião mais popular por lá).

Na hora de se alimentar, provavelmente você irá se deparar com uma comida super apimentada e temperada, aproveitando as variedades de ervas e especiarias do país. Ah! E não estranhe se vir pessoas comendo com a mão, viu? Isso é bem comum na Índia. Porém, use a mão direita, pois a esquerda é considerada sujinha e para ser usada na hora de ir ao banheiro.

 

A realidade da mulher na Índia e como podemos mudar isso através do intercâmbio

 

2- Tailândia

Cidadão Global - Tailândia

 

Procure “Tailândia” no Google que você vai se deparar com lugares mágicos, ótimos para seu Instagram, diga-se de passagem. Esse país, essencialmente budista, é bem legal para quem está afim de aflorar seu lado espiritual. Inclusive, se você ama luzes, lá existe o Yi Peng Lantern Festival, uma celebração para a purificação espiritual (xô energias ruins!), que envolvem lanternas de papel com velas dentro. Além disso, nesse país você verá uma mistura de arquitetura antiga com construções super modernas de cair o queixo.

 

10 curiosidades sobre a Tailândia

 

3- Malásia

Cidadão Global - Malásia

 

Sua vizinha Tailândia rouba a cena, mas a Malásia também não deixa a desejar. O lugar possui praias e ilhas lindas! Viajar para a Malásia também é uma ótima oportunidade de aprender vários idiomas, já que além do Malaio, encontramos uma galera que fala chinês e inglês. A maioria dos malaios seguem o islã, porém existem bastante budistas, hindus e cristãos, assim no país se comemora o ano novo 3 vezes, uma no calendário chinês, outra no ano novo islâmico e também na data do ocidental.

 

4- Singapura

Cidadão Global - Singapura

Singapura (pode escrever com C também) é um destino incrível e surpreendente. Mais uma vez te convido a jogar o nome do país no Google e verá o ar super moderno do lugar. A cidade-estado fica na pontinha da Malásia (mesmo sendo independente) e tem uma economia bem desenvolvida. Se você procura multiculturas, vai curtir bastante por causa da quantidade de chineses, malaios e indianos tudo se mistura. Aproveite para passear bastante, já que o transporte por lá é bastante organizado e eficiente.

 

5-  Indonésia

Cidadão Global - Indonésia

A Indonésia é o maior arquipélago do mundo, cercada pelos oceanos Índico e Pacífico. É um lugar muito rico em paisagens naturais, sendo o segundo em biodiversidade depois do Brasil. Se você curte coisas exóticas vai adorar os lugares, os alimentos, os animais e tudo mais.  A Indonésia também está na lista de um dos países mais simpáticos do mundo.

 

Após seu intercâmbio na Indonésia, estudante cria um negócio social

 

Ficou com vontade de conhecer esses lugares mais de perto, né? Se informe com a gente! Clique AQUI e seja você um Cidadão Global!

 

Cidadão Global: Destinos – América Latina

Nossa primeira parada nos destinos do programa Cidadão Global é a América Latina. Ainda não conhece bem o projeto? A gente te explica rapidinho. Essa iniciativa é uma oportunidade de jovens realizarem ações sociais em diversos lugares do mundo, aproveitando para viver uma incrível experiência pessoal, conviver com outras culturas e desenvolver uma nova língua. Acompanhe nosso blog e descubra mais sobre esses lugares incríveis!

Mais detalhes AQUI 

América Latina

Está afim de uma experiência de intercâmbio diferente, né? Então contamos pra você coisas maravilhosas de alguns dos nossos principais destinos do intercâmbio social. Além de realizar um trabalho voluntário e ajudar o próximo, você pode aproveitar para “turistar” e conhecer mais sobre o destino escolhido.Veja:

Colômbia

Não só de Shakira se faz a Colômbia.

Muito menos de drogas, já que é uma imagem bem comum que temos, assim como o Brasil com “bunda, carnaval e futebol”. Os conflitos entre as FARC e o governo colombiano já foram resolvidos há anos e os problemas com a violência são os mesmos de qualquer país latino. A Colômbia é um país de cultura riquíssima com lugares lindos e pessoas receptivas. Além disso, pra quem curte dançar, existem  ritmos bem fortes como reggaeton e a bachata. Quanto às comidas típicas temos pratos como: arroz de coco (feito com leite de coco), patacones (pedacinhos fritos e crocantes de banana da terra) e bandeja paisa (melhor ver a imagem):

Confira um depoimento de alguém que foi pra lá pela AIESEC

México

Não só de novela se faz o México.

Como não gostar do país que originou o chocolate? Na verdade, é que o povo indígena que começou a cultivar o cacau estava lá por aquelas regiões. E, por falar em delícias, não temos nem palavras para aquela culinária, né? Burritos, tacos, guacamole… Além disso, o país oferece um conhecimento histórico super legal através de suas ruínas de civilizações antigas. Explore as praias mexicanas, que são maravilhosas, e cuidado com a tequila!

Confira várias curiosidades sobre o México

Costa Rica

Não só de Mar do Caribe se faz a Costa Rica.

Pense em deslumbrantes paisagens. Pois é, a Costa Rica garante isso. Lá é pequenininho e você praticamente cruza o país de carro. A biodiversidade é bem rica também. As comidas típicas são fortes, inclusive no café da manhã, como o Gallo Pinto. Ele é preparado com uma “misturada” de coisa, mas a base é o arroz e o feijão.

Veja mais curiosidades sobre a Costa Rica

Argentina

Não só de rivalidade no futebol se faz a Argentina.

São poucas horas de viagem que nos separam dos hermanos. Não sei se é vingança pelo futebol, mas a Argentina quer nos deixar gordos: maravilhosos churrascos, alfajores e vinhos.

Porém, é possível também fazer bastante atividades de exploração da natureza e esporte. Prepare seu portunhol e se aventure por lá!

Veja o depoimento de uma intercambista que foi para a Argentina

Peru

Não só de Lhamas se faz o Peru.

O berço das civilizações da América, lar das Lhamas, flautas andinas e ponchos é um país cheio de mistérios para serem desvendados! O Peru é nosso vizinho, fazendo fronteira dividindo a floresta amazônica e muitas paisagens naturais super bonitas. Além disso, possui uma cultura bem diversa. Você vai encontrar artesanato, música, museus e dança por algumas cidades.

7 motivos para conhecer o Peru

Ok. Pode ser que muitos desses tenham sido meio clichês. Porém, se você estiver disposto a fazer um intercâmbio, além de auxiliar uma comunidade, você poderá descobrir coisas novas sobre a cultura desses países. Ficou interessado? Saiba mais AQUI.

“Eu optei viajar para me desenvolver”

Um intercâmbio pode ser muito mais que uma viagem para conhecer novos lugares, pessoas e ter novas experiências. O intercâmbio da AIESEC te faz ir além e se aprofundar em um projeto, uma causa e uma nova forma de ver o mundo e a vida. Muito mais que um intercâmbio, fazer as viagens pela AIESEC é ter um intercâmbio social que com certeza impactará sua vida. Conheça a história do Ryan Andrade e como a decisão de largar seu emprego e ir viajar foi a melhor coisa que ele fez.

Ryan Andrade é recém formado em Engenharia de Produção e decidiu se demitir do estágio em que trabalhava para realizar um intercâmbio voluntário como professor em Bahia Blanca, na Argentina. Formado em engenharia de produção pela Universidade Federal de Pernambuco, Ryan finalizou sua vivência acadêmica como estudante de graduação já trabalhando em um estágio dentro da sua área.

 

No entanto, em fevereiro ele resolveu pedir demissão para realizar um intercâmbio voluntário em Bahia Blanca, 650 km sudoeste da capital, Buenos Aires, na Argentina.  Em menos de um mês Ryan fez suas malas, e agora vai passar seis semanas trabalhando em uma ONG da Cidade. Ryan  contou porque tomou essa decisão e como o trabalho voluntário mudou sua perspectiva de vida: “Eu estava fazendo um estágio em planejamento financeiro em uma empresa na área de construção civil. Eu tinha minhas atividades rotineiras muito ligada a indicadores, preços, essas coisas. Tinha também projetos que eu desenvolvia, projetos de auditoria, projeto de controle de custos. A empresa estava  passando por um período difícil. Com a receita da empresa caindo ocorreram muitas demissões e o quadro de funcionários estava muito reduzido e isso acaba gerando um desanimo geral na empresa, sabe?”

Toda essa incerteza gerava insatisfação em Ryan que queria mais do que isso:

 “Era geral, todo mundo com quem eu conversava que estava estagiando na empresa estava passando pela mesma situação. Eu optei  viajar para me desenvolver e ganhar mais habilidades. Porque eu acho que isso valeria mais a pena do que eu seguir trabalhando num emprego que pagava um salário básico.”

 

“Eu preferi me desenvolver, ganhar outras competências, ganhar habilidades fazendo intercâmbio, fazendo um trabalho voluntário, do que simplesmente seguir trabalhando como analista. Que é como a maioria das pessoas que se formam e trabalham. Hoje em dia, quando eles(engenheiros recém formados) são contratados, eles não são contratados como engenheiros. É uma situação comum em Pernambuco, a gente ser contratado como assistente, como auxiliar, como analista.”

Ryan viu a oportunidade de crescer de outras formas vivendo um intercâmbio voluntário:

Trabalhando com uma ONG você tem que lidar com pessoas de personalidades diferentes. Isso você vai precisar muito no seu ambiente de trabalho. Essa sensibilidade de lidar com diferentes pessoas. Ensinar, dar um treinamento, dar uma capacitação. Quando você tem uma vivência em educação você se coloca no outro, daquele que está aprendendo, e você acaba tendo uma habilidade de ensinar, de liderar mesmo. Fazer um trabalho voluntário mudou muito a minha perspectiva de vida. Hoje em dia apenas trabalhar e voltar para casa e fim de semana sair com os amigos não é mais suficiente. Isso não é mais o tipo de vida que eu quero para mim. Eu acho que  de alguma forma você tem que contribuir com a sociedade encontrando um trabalho que você goste, encontrando uma causa com a qual você se identifique.”

Eu percebi que minha vida não é só isso: trabalho, estudo e diversão. Eu tenho muito mais o que fazer. Acho que você acaba vivendo uma vida muito mais feliz, uma vida muito mais prazerosa quando você faz isso. Quando você encontra uma atividade que você gosta, uma causa com a qual você se identifica e você vê que de alguma forma você está contribuindo para a melhoria dela.”

Ryan realizou o Cidadão Global em Março, de 2016. Há escritórios locais da AIESEC em mais de 120 países com vagas abertas durante todo o ano para receber voluntários que queiram trabalhar com o Cidadão Global. Procure o escritório local mais próximo a você e se inscreva!

Como fazer um intercâmbio sem a preocupação dos pais

Muitos estudantes sonham em fazer um intercâmbio e conhecer novos lugares, povos e culturas. A AIESEC acredita em mudança, em fazer a diferença, e que cada pessoa possui o poder de transformar o seu ambiente. O Cidadão Global, projeto de intercâmbio com trabalho voluntário é uma importante ferramenta para isso. O programa de intercâmbio permite que você desenvolva autoconhecimento, torne-se orientado para a solução, consiga emponderar outras pessoas e crie uma consciência global.

Porém, muitas vezes a família do futuro intercambista fica receosa com a viagem. A primeira viagem sozinho do estudante  para o exterior gera algumas inseguranças e  medo. Mas, a AIESEC oferece todo o suporte que o intercambista precisa no Brasil e no exterior para ter uma viagem memorável. O Guilherme Athayde da AIESEC de Vitória resolveu fazer um intercâmbio para o Peru e contou como foi a escolha do projeto e qual foi a reação da sua mãe Adriana, quando ele disse que viajaria para o intercâmbio.

“Eu entrei na AIESEC como membro em maio de 2014, por indicação de amigos da faculdade. Como a maioria dos membros novos, tinha um conhecimento bem básico do que se tratava a organização, mas sabia que tinha relação com o convívio com outras culturas, o que me interessava muito desde sempre.

Entrei como membro da área que envia pessoas para o intercâmbio voluntário, o que me permitiu ficar bem próximo das experiências das pessoas que acompanhávamos, e o que despertava em mim uma vontade cada vez maior de ter a minha própria. Com isso, depois de alguns meses decidi que faria o intercâmbio, mas ainda sem saber para onde.

Fui pesquisando sobre os projetos, e sobre os países, até que encontrei um que me identifiquei desde o primeiro momento em que li a descrição da vaga. Conhecia bem pouco sobre o Peru, e a princípio fiquei relutante quanto ao país, mas depois de pesquisar e conversar com pessoas que já o haviam visitado, percebi que era a escolha certa para aquele momento.”

Guilherme contou que já tinha viajado sozinho dentro do país, mas nunca para o exterior. E que quando falou com sua mãe da viagem ela ficou assustada com a ideia: “Ela ficou receosa, mesmo porque ela desconhecia o trabalho da AIESEC e achou que seria uma viagem a passeio. Mas, quando expliquei sobre o cunho social, da importância do nosso trabalho para o mundo de hoje, ela comprou a ideia porque entendeu que aquilo ia me marcar e que poderia ser meu legado para um mundo melhor. A partir daí, ela não mediu esforços para que a viagem acontecesse.

Antes da viagem, Adriana, mão do Guilherme não conhecia o trabalho da AIESEC, mas depois disso só teve elogios a fazer:

“Ela ficou surpreendida pela organização que temos no nosso trabalho e que isso foi visível durante todo o período do intercâmbio. Depois da viagem, ela se tornou a maior interessada no que fazemos, porque entendeu que a AIESEC existe para a construção de um mundo mais igual e que isso é feito com integridade, o que é raro atualmente. Sobre a saudade ela disse que é algo diferente. Eu já moro em outro estado mas, ela disse que a saudade quando eu estava no Peru era diferente. Ficava imaginando se eu estava me alimentando direito, se minha host family estava me tratando bem e coisas do tipo. Ficava preocupada se não nos falávamos no telefone, ou pela internet, porque dependendo do lugar que eu visitava ficávamos dias sem nos falar por não ter sinal de telefone ou de internet, então, nessas situações na primeira oportunidade que eu tinha procurava algum lugar que tivesse o mínimo de internet para mandar fotos ou mensagens para tranquiliza-la. No fim das contas, percebemos que tudo isso serve para valorizarmos ainda mais o que temos aqui por perto.”  

Quer fazer como o Guilherme e viver uma experiência incrível no Peru?  Baixe nosso eBook conheça os projetos de lá.

5 habilidades desenvolvidas durante o intercâmbio da AIESEC

O  programa Cidadão Global desenvolve a liderança do intercambista através do trabalho voluntário. O intercambista poderá trabalhar em ONGs ou escolas com projetos de educação, empreendedorismo, gestão ou cultura. Essa oportunidade é uma ótima forma de desenvolver habilidades que você não tinha e passará a ter.  Confira algumas:

 

#1 Desenvolver o pensamento crítico:  Quando realizamos uma viagem para fora do país, desenvolvemos um pensamento crítico  e começamos a refletir mais sobre o que acreditamos. Passamos a pensar fora da caixa e o que antes parecia verdade absoluta começa a parecer diferente durante um intercâmbio. A partir disso, vemos novas culturas e costumes com outros olhos e voltamos para nosso país de origem com um pensamento mais crítico sobre nós e sobre a sociedade.

 
#2  Capacidade de resolver problemas : Muitos intercambistas fazem a sua primeira viagem sozinhos através dos intercâmbios da AIESEC.  E mesmo com o suporte que a AIESEC oferece alguns problemas acabam surgindo. Com isso, muitas pessoas aprendem a lidar com situações que nunca se depararam antes, como aprender a andar sozinho em uma cidade diferente, pedir informação para pessoas que talvez não entendam a sua língua, conviver com pessoas de diversos países e economizar dinheiro.

 

#3 Adaptar -se às mudanças:  O intercâmbio te faz conhecer vários lugares e pessoas diferentes. E com isso você desenvolve a sua habilidade de se adaptar. Provavelmente você irá morar em um local com várias outras pessoas e isso exigirá paciência, organização e uma boa convivência, além disso, você terá que se adaptar aos costumes, comida e até clima local.

 

#4 Desenvolver novas línguas: Quando você faz um intercâmbio você acaba aprimorando um idioma que você já sabe, normalmente o Espanhol ou o Inglês. Mas, além deles você também pode acabar aprendendo outras línguas locais que nunca imaginou saber.

 

#5 Desenvolver novas competências: O intercâmbio é uma boa forma de desenvolver e aprimorar competências que você já tem. Mas, o interessante do intercâmbio da AIESEC é que você acaba aprendendo novas atividades que nunca tinha imaginado fazer. Habilidades manuais, didática de aula, empreendedorismo, desenvolvimento social e ambiental.

 

E você desenvolveu alguma outra habilidade? Conta para a gente.

Meu intercâmbio na Argentina, por Bárbara Lima

A Bárbara Lima fez Intercâmbio pela AIESEC para Mendoza, Argentina. Ela sempre desejou fazer um intercâmbio e realizar trabalhos voluntários e quando entrou na faculdade viu a grande oportunidade de realizar  o seu sonho. Veja o que a Bárbara contou  sobre o seu intercâmbio e as experiências únicas que ela teve lá:

“Para mim, o cômodo e seguro nunca foram agradáveis, pois desde pequena sempre tive e fui estimulada a ter um espírito sedento por desafios. Com treze anos, fiz uma lista de todas as coisas que eu queria fazer antes dos 30 anos. Dentre elas, estava lá: “fazer um intercâmbio” e “fazer trabalhos voluntários”.

Então, quando entrei na faculdade, encontrei a oportunidade grandiosa de unir o útil ao agradável: fazer um intercâmbio e, ao mesmo tempo, ser voluntária. A AIESEC estava lá para me realizar como um ser humano cheio de sonhos e eu não poderia deixar isso passar.

Mendoza, na Argentina, foi o lugar escolhido. Minha primeira vez fora do país, minha primeira viagem sozinha por um período de tempo maior, meu primeiro sentimento de querer abraçar o mundo, literalmente.

Durante seis semanas, me permiti vivenciar e sentir muitas coisas das quais eu nunca pensei que pudessem ser possíveis, tais como sair sem rumo, quebrar totalmente estereótipos antigos sobre pessoas e lugares, conversar sobre nada, ver a História manifestada, carregar o meu país inteiro comigo para outras nações. Mas, o melhor de tudo, foi o trabalho voluntário. Com ele, pude valorizar as coisas mais importantes da vida, sem dúvida.

Me desafiei tanto a ponto de ter que trabalhar com crianças, nunca tinha feito isso na vida. Estava carregada de receios, medos e dúvidas. No final das contas, foi a melhor coisa que eu poderia ter feito, porque a AIESEC me proporcionou um engrandecimento não só pessoal, mas de alma, de humanidade, de empatia. Ver a simplicidade e o carinho de seres pequeninos que você nunca viu na sua vida, e que estarão com você em um período muito curto de tempo, é totalmente envolvente! Eles se permitiram me receber, com toda a minha bagagem cultural e pessoal, e eu fui cativada por cada um. Formamos laços que serão eternos, e cada um deles faz parte do meu novo eu.

Viver essa experiência foi a melhor forma de me encontrar, me fez mais humilde ao sair da minha bolha e ver que o mundo é muito maior e mais intenso do que eu imaginava, e me provou que eu posso ir muito mais longe do que eu pensava poder. Acima de tudo, me tornei uma Cidadã Global, o que me faz sair do meu lugar comum e me deixar mais segura do que permanecer onde eu estava, porque viajar é ser outro a cada dia!

 

 

 

 

Cidadão Global: te levando a lugares incríveis

A AIESEC  acredita na mudança, em fazer a diferença, e que cada pessoa possui o poder de transformar o seu ambiente. O trabalho voluntário é uma importante ferramenta para isso. Nós acreditamos que o mundo precisa mais de ações do que ideias, e se você também pensa assim é hora de você se tornar um Cidadão Global!

Maurício Neto, de Uberlândia fez o seu intercâmbio para Budapeste, na Hungria através do Cidadão Global e contou como foi  a experiência de morar durante um mês e meio em um lugar tão diferente, mas ao mesmo tempo encantador.

A primeira experiência marcante que tive foi na verdade no aeroporto de Munich, na Alemanha. A primeira vez que tive que falar inglês ou ficar sem comer. Pronto. Primeira barreira ultrapassada. Depois disto era só entrar no avião e alegria.

            Quando desci no Ferenc Liszt, em Budapeste, foi que o choque veio forte. Ninguém naquele diabo de lugar sabia falar inglês. Minha sorte foi que achei rapidamente a pessoa encarregada de me buscar. Lembro perfeitamente de ser uma típica húngara: alta, olhos claros e linda como uma modelo. Pegamos um ônibus e partimos para o hostel no qual eu ficaria por um mês e meio.

            No caminho, percebi a realidade da cidade. A beleza de lá não se encontra no rosto das pessoas, ela se encontra em cada prédio, desde os mais pobres até o Four Seasons Hotel, se encontra no Danúbio, nas luzes amarelas que inundam a cidade a noite e te transportam para um filme antigo, no Castelo de Buda e nas Termas Széchenyi.

            Andando pela cidade é possível sentir o clima que emana dos moradores locais e que representam o país, uma sensação de tristeza e pesar, que vem em conjunto com uma alegria e energia de celebrar sem nem saber o quê. Um clima que te faz sentir o que realmente é se encontrar apaixonado. Não por alguém, mas por uma cidade, com todos os seus defeito e suas qualidades.

            O Húngaro, nas palavras de Chico Buarque, é a única língua que o diabo respeita. A dificuldade em compreender o que é ditos nas ruas é superada graças  a linguagem universal dos gestos, e em conjunto com o melhor sistema de transporte público da Europa, é possível explorar todos os cantos e encantos sem se perder muito. Embora se perder seja algo divertido.

            A comida pode causar estranheza, não são todos que estão preparados para toda uma variedade nova de comidas, mas vale a pena. A sopa Goulash, que nunca provei por não gostar de sopa, é a mais típica e ofertada aos turistas, embora a culinária local seja repleta de delícias, principalmente os bolos.

            Minha jornada diária de 1 hora para a escola me proporcionava algo único. Conseguia acompanhar todo o outono, vendo dia após dia as folhas ficarem amarelas e caírem, como se um diretor de cinema as tivessem colocado ali. As crianças da escola eram outra diversão. Mais tímidas que as crianças brasileiras, elas preservavam seus pensamentos para si, sendo este talvez o maior problema que tive em relação a elas, visto que na época eu mesmo não me sentia confiante o bastante para quebrar essa barreira. Meu relacionamento com os professores eram bastante superficial, todavia não sei até hoje a quem devo culpar, eu ou eles.

            As pessoas que conheci nesta viagem foram, de fato, algumas das mais importantes de toda a minha vida. Diferentes formas de viver me foram apresentadas, todas com suas similaridades e diferenças, me levando, claro, a refletir sobre como seria a minha própria vida a partir dali, pois eu sabia que não seria o último país que eu iria visitar, nem a última vez que iria para Budapeste.

            Felizes sejam os que decidem ir para lá, tendo minha palavra que é um dos melhores lugares do mundo para se visitar (palavra de gente viajada). Meses depois retornei ao mesmo lugar e a mágica da cidade ainda estava lá. Não sei o por que, mas todo brasileiro que tive a felicidade de encontrar estando lá, já possui os planos para continuar morando no mesmo lugar.

Quer viver uma experiência incrível como a do Maurício? Se inscreva agora!

Meu Intercâmbio para o Egito

No post do blog de hoje, vamos conhecer a Tatiane Bertucci que mora em Campinas e fez pós graduação em Comunicação de Mídias Digitais. Ela viajou para o Egito e contou pra gente como foi a viagem e a experiência de viver em um país tão diferente durante 6 semanas.

No final de 2014, Tati começou a procurar sobre a AIESEC e sobre os programas que ela oferecia:

” Eu comecei a me aplicar em algumas vagas, mas percebi que eu tinha medo demais de viver um tempo em outro país sozinha e desisti da ideia temporariamente. Para perder o medo de ficar sozinha em uma viagem, eu decidi fazer uma viagem sozinha dentro do Brasil, que seria desafiadora também, mas um pouco mais confortável. Fui para Santa Catarina e fiquei 6 dias em Florianópolis e 1 dia em Bombinhas, onde me hospedei em hostels, fiz passeios sozinha, aluguei um carro pela primeira vez também e consegui começar amizades do zero, mesmo sendo tímida.

Depois do desafio concluído, me sentia com mais coragem para ir para o próximo nível e voltei a me aplicar às vagas da AIESEC, até receber um convite por e-mail de um projeto do Egito. Ou seja, fui surpreendida por e-mail e o marketing da AIESEC no Egito é muito bom, pois depois de ler a mensagem fiquei com a sensação de que a experiência seria muito divertida e tive muita vontade de ir para lá, então me apliquei à vaga.” 

 

 

“Outro fato que pesou na minha decisão, é que eu queria viajar dessa vez para um lugar com cultura totalmente diferente para eu superar mais desafios e me desenvolver pessoalmente.”

Tati, viajou pelo Cidadão Global e se candidatou para o projeto Culture Vibes da AIESEC GUC do Cairo e ficou por lá 6 semanas. No final do seu intercâmbio, irritada com a falta de zelo das pessoas em manterem o centro da cidade limpo ela teve uma ideia:

Fiquei pensando “e se existisse um projeto de limpeza do Centro?” Os intercambistas podiam construir e instalar lixeiras (que não haviam na região), fazer a limpeza das ruas e conscientizar o pessoal local de como é importante para a saúde manter as ruas e prédios limpos, e mostrar como é muito mais agradável olhar para um lugar limpo e bonito. Parecia ser uma boa ideia, então comecei a pensar em mais uma coisa legal: os intercambistas poderiam dar aula de inglês para caixas de mercado, garçons e motoristas de táxi, já que os turistas sentiam certa dificuldade em se comunicar em inglês com eles, uma vez que as pessoas mais simples não têm muito conhecimento do idioma. Como troca, esses “alunos” poderiam nos ensinar um pouco de árabe também, para a experiência ser mais divertida e enriquecedora.

 

Tati, pensou que a AIESEC poderia fazer uma pesquisa com os intercambistas para saber o que eles acham que funcionaria bem no Egito e a partir daí, ter ideias para outros projetos. Ela conversou com outros intercambistas que aprovaram a ideia e enviou um email para a AIESEC de lá.

Fiquei extremamente feliz quando eles aceitaram a ideia super bem e me agradeceram por eu estar contribuindo com sugestões. 

“Dear Tatiane,

I have been in AIESEC for 4 years and it’s the first time I receive such mail from any of our interns! It made me very happy and I had a huge smile on my face reading this mail and to see someone who is trying to help us not only criticizing! I really like your ideas, appreciate your help and I promise you we will work on those ideas and maybe in few months you will see these projects in real 😀
Thank you – Mohamed Meligui”

 

 

Tati, contou também da sua experiência de trabalhar e viver no Egito sendo mulher:

Apesar de existirem muitas notícias assustadoras sobre assédio à mulher no Egito, foi normal para mim viajar para o Egito como mulher e eu não sofri preconceito por causa disso. O Egito é um país majoritariamente muçulmano, onde a maioria das mulheres cobrem os cabelos com um lenço e algumas cobrem todas as partes do corpo, deixando só os olhos descobertos.  Já é um conceito enraizado na mente de todos sobre se preservar, se vestir de forma modesta e não ficar chamando atenção com roupas de marcas ou curtas, como acontece no Brasil. Logo, para evitar chamar a atenção, ou melhor, tentar chamar menos atenção, já que o fato de ser turista já está nos traços do nosso rosto e eles já vão começar a olhar por aí, eu recomendo muito às mulheres se vestirem e se portarem de forma modesta e comportada, respeitando à cultura do lugar.

Sobre suas experiências, Tati destaca uma viagem inesquecível ao deserto e recomenda a todos que façam se forem ao Egito:

Minha experiência mais marcante foi acampar no deserto. Fizemos um passeio de 2 dias dentro do deserto Saara, onde visitamos o Deserto Branco e o Deserto Preto. Foi super intenso, porque durante o dia era extremamente quente (eu fui no verão), tínhamos que economizar a água gelada para não acabar, ficamos esses 2 dias sem tomar banho e fazendo xixi na moita, comendo comidas simples, e às vezes ficava um pouco exaustivo. Mas quando o sol baixava, a gente era presenteado com um lindo pôr do sol, já com temperatura bem agradável e à noite era só relaxar e apreciar o céu mais lindo que talvez eu vá ver na vida, onde é possível ver todas as estrelas e a Via Láctea claramente, já que não tinha a interferência das luzes da cidade, e depois pela manhã, ver um lindo nascer do sol.

 

 

Tati, tem um blog que se chama  Quero Ir, onde ela conta as experiências vividas no Egito e em outras viagens, lá ela coloca dicas do que você deve levar na viagem, quais lugares do Egito você deve conhecer, como foi o seu intercâmbio e muito mais. Além disso, ela também tem um canal no Youtube. Acesse e veja várias dicas! 

 

 

 

Ela finaliza dizendo que um intercâmbio da  AIESEC não é para qualquer pessoa.

É para aquele tipo de pessoa que tem grandes sonhos e objetivos, que além de viajar ou morar um tempo em outro país pagando mais barato, quer ter uma experiência de trabalho, seja em uma empresa ou voluntário. Uma pessoa que quer ter o desafio de viver em uma cultura diferente, conhecer pessoas diferentes, não só do país de destino, mas de todos os países do mundo que vão se encontrar lá. Uma pessoa consciente de que a vida não é um mar de rosas e de que vai passar dificuldades, mas também vai fazer amizades, se surpreender com novas cidades, novas paisagens, novas formas de diversão. Se você acha que tem tudo a ver com você, vai fundo!

Passar 6 semanas no Egito me deixou muito mais forte, pois enfrentei todos os momentos difíceis longe do abraço da família, abriu minha mente ao ver uma realidade totalmente diferente e me colocar um pouco no lugar das pessoas e quebrar preconceitos. É muito bom você viver no lugar para ver as coisas com seus próprios olhos e não se contentar só com o que vemos na televisão ou na internet. Acredito também que estou menos consumista.

 

Faça como a Tati e conte a  história do seu intercâmbio para a gente!

AIESEC: abrindo portas e mudando vidas


A AIESEC tem como principal meta realizar intercâmbios inesquecíveis, impactar pessoas pelo mundo e aprimorar a liderança que existe dentro de cada um.  E foi exatamente isso que aconteceu com a Letícia Sales.

A Letícia Sales tem 28 anos, nasceu em Londrina, mas morou 7 anos em São Paulo antes de fazer o seu primeiro intercâmbio. Ela fez faculdade de Design de Moda na Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, e pós em Comércio Internacional na FIA, em São Paulo, com duplo diploma na Université Pierre Mendes France, em Grenoble, França.

A Letícia sempre teve amigos  AIESECos que diziam que ela tinha o perfil para trabalhar na organização, mas como a maioria dos projetos são voltados para gestão e Letícia tinha seu maior interesse  na área de moda ela resolveu não tentar nada. Porém, Letícia se cansou da rotina e resolveu colocar um sonho em prática: morar pelo menos um ano fora! 

Fazer uma pós no exterior não era uma opção, pois geralmente são em período integral, e  eu não queria parar de trabalhar…queria algo onde pudesse trabalhar fora, ganhar um salário e pagar minhas contas sozinha…então a AIESEC apareceu como opção, para o programa Talentos Globais.  Também sentia muita vontade de fazer trabalho voluntário, então resolvi que nesse 1 ano morando fora, gostaria de fazer um intercâmbio de trabalho remunerado, e outro de trabalho voluntário logo em seguida. Comecei a economizar meu salário e colocar na poupança, até juntar a grana necessária. Foi um risco enorme, largar um emprego, minha família e meus amigos para trás e voltar a ser “estagiária”, mas nunca encarei dessa forma.

 

Intercâmbios

As escolhas para Letícia não foram tão fáceis, ela contou que se candidatou para mais de 50 vagas através do Talentos Globais e que todas as respostas eram sempre não.

No começo não estava me candidatando para vagas na área de moda, e sim de gestão. Depois de um mês e meio, eu fiquei super frustrada e decidi repensar minhas escolhas, pois até então não estava considerando Ásia, queria Europa. Percebi que na Ásia tinham muitas oportunidades interessantes, e em moda também, então resolvi abrir a cabeça e tentar. 

No dia 2 de maio de 2013, a vida de Letícia mudou completamente. No mesmo dia ela descobriu uma vaga para o Cidadão Global na Itália e uma para o Talentos Globais na Índia, as duas eram em moda e as duas precisavam de início imediato.

Fiquei super feliz e desesperada ao mesmo tempo, porque as chances de conseguir fazer os dois intercâmbios eram bem remotas. Apliquei, e a partir desse momento eu passei a acreditar em destino e alguma força maior que nos ajuda a conseguir o que desejamos, pois o mundo parece ter conspirado ao meu favor. Fiz a entrevista com a AIESEC Milão mesmo sem fazer parte do Cidadão Global e me aceitaram no programa, mas disseram que eu teria que estar lá dia 18 de maio (ou seja, em 16 dias) porque o intercâmbio começava dia 20. Estava empregada no momento e, mesmo sem saber com certeza se daria certo, pedi demissão e cumpri apenas duas semanas de aviso prévio. Foi uma correria para dar meu raise no Cidadão Global, enquanto isso fazia entrevistas no meio da madrugada com pessoas da Índia, e de algum modo consegui convencer eles que eu só poderia chegar na Índia em julho. Dei o match para os dois programas exatamente no mesmo dia, tomei vacina, comprei passagens, seguro, meu visto para a Índia saiu na quarta-feira e embarquei para Milão na sexta de manhã! UFA!

Em Milão, Letícia fez parte de um projeto chamado EcoFashion Lab, um concurso organizado pela AIESEC local para estudantes de moda. Esse concurso era patrocinado por uma organização tipo o SEBRAE, que apoia os pequenos e médios empresários do setor de vestuário na Itália. Os intercambistas foram divididos em dois grupos: um grupo seria responsável pela divulgação do concurso, e no outro grupo, cada pessoa trabalharia em uma das empresas ligadas à essa organização,  de modo a prestar uma consultoria para eles e ajudando eles por 6 semanas. De lá, ela pegou um vôo direto para Jaipur, na Índia, para trabalhar em uma empresa que fabrica roupas para marcas como Mango, Marisa, Pernambucanas e M. Officer.  Ela ficou por lá 8 meses, e  trabalhava para manter o contato com clientes brasileiros, prospectar novos clientes, acompanhar o desenvolvimento de amostras, ir a feiras e reuniões.

Liderança e novos desafios 

Letícia conta como a AIESEC aprimorou sua liderança e capacidade de lidar com desafios e como depois de 8 meses na Índia ela decidiu abrir o seu próprio negócio.

Trabalhar no exterior é algo que apresenta vários desafios, e superar cada obstáculo e ver seu próprio aprimoramento é algo extremamente gratificante. Ser empreendedora em outro país, ainda mais na Índia, ainda me parece maluco de vez em quando, mas ser empreendedora é algo que eu sempre quis, e depois que vim para a Índia, sinceramente, percebi que não conseguiria mais trabalhar para outra empresa que não fosse a minha. Acho que essa foi a maior contribuição da AIESEC. Me senti forte e confiante o suficiente para dar esse próximo passo, e calhou de não ser no Brasil, até porque sempre quis uma carreira super internacional! 

Conversando com um amigo chamado Peeyush Rastogi, que em 2014 foi presidente da AIESEC de Jaipur, Letícia percebeu que  ela e Peeyush tinham os mesmos valores e ideais de ter um negócio próprio e fazer o bem às pessoas.  Assim nasceu a Happee.  Uma empresa que vende bolsas, sapatilhas bordadas à mão por artesões e alguns “souvenires” típicos da Índia.  Atualmente a Happee já tem clientes no Brasil, Índia, Rússia, China e Estados Unidos.

O propósito da Happee (que brinca com a palavra Happy) é criar um mundo melhor e mais feliz, através de um consumo mais consciente e fazer o bem a quem precisa. Nossa ideia é ter consumidores felizes por estarem comprando algo que faz a diferença no mundo, e fazer crianças carentes felizes por terem acesso a um futuro melhor. Então, a cada produto vendido, parte do lucro é revertida para bancar a educação de crianças carentes aqui em Jaipur. Se Deus quiser, no futuro também apoiaremos crianças brasileiras, e de diversos países.

 

O que ficou

Letícia ressaltou algumas características que desenvolveu depois das experiências dos intercâmbios.

Ter atitude e voz para me defender quando necessário. Brasileiro normalmente é super gentil, não gosta de se indispor com os outros, mas quando você é mulher solteira e vai morar sozinha em um lugar como a Índia, aprender a se impor, dizer não, ser grossa quando necessário são coisas um tanto quanto essenciais.

Resiliência também é uma palavra-chave. São muitas e muitas e muitas dificuldades a serem superadas, e muitas vezes elas vão te fazer duvidar de si mesmo e da própria capacidade de vencer. Depois que você consegue e aprende a se adaptar é muito gratificante ver como algo que te incomodava tanto de repente nem importa mais, e como a sua experiência te fortaleceu.

Valorizar uma vida mais simples, ser menos materialista e ser você mesmo. Você começa a perceber suas reais características e valores, o tipo de pessoas que quer ao seu redor, e o que te faz realmente feliz. 

Abri muito a cabeça para diferentes culturas e me apaixonei pela Ásia. Antes tinha total aversão à Índia, e meu conceito de mundo era meio limitado à Europa e Estados Unidos, aquela coisa normal. Dois anos depois, ainda estou aqui! 

Sair da minha bolha, da zona de conforto, e compreender qual a realidade do mundo, quantas pessoas passam necessidade, e me tornar mais humana ao sofrimento alheio, querer de fato fazer algo para ajudar e ser a diferença.

 Para quem pretende se aventurar e viver novas experiências, Letícia deixa algumas dicas: 

Pesquise bem o que você espera para si mesmo e o que a organização pode te oferecer. Como membro a AIESEC é uma boa plataforma para descobrir seu estilo de liderança, aprender a falar em público, lidar com subordinados, vender projetos para empresas. Como intercambista, você passará por algumas dificuldades (se não fossem não nos fariam crescer) mas será tão maravilhoso quanto você desejar. Jamais vá para um país sem pesquisar sobre a cultura local, exatamente quais problemas você pode enfrentar por lá e SEMPRE tenha a cabeça aberta para aprender que a sua visão de mundo não está necessariamente correta, mas que existem 7 bilhões de pessoas no mundo e muitas acreditam em coisas que você não acredita e é perfeitamente possível viver em harmonia e aprendermos uns com os outros. Essa é a real beleza de explorar o mundo. 

 

5 motivos para conhecer a Polônia

  A Polônia possui cerca de 39 milhões de habitantes divididos entre as etnias polonesa (95%), alemã, russa, ucraniana e bielorussa. Ela é um país da Europa Central que faz fronteira com a Alemanha, a República Tcheca, a Eslováquia, a Ucrânia, a Bielorrússia, a Lituânia e a Rússia . A Polônia é um país marcado por disputa, tragédias e vitórias. Os poloneses venceram a dominação do Terceiro Reich alemão e do exército Vermelho Russo.   O país perdeu cerca de 6 milhões de pessoas durante a guerra e, apesar de toda a destruição causada pelos nazistas, conseguiu preservar uma boa parte do patrimônio cultural. Ela possui 14 lugares inscritos na lista de Patrimônios Mundiais da UNESCO.  Hoje, o blog da AIESEC traz 5 motivos imperdíveis para você conhecer a Polônia.  

#1 Conhecer lugares históricos:  Todo mundo que viaja para Polônia precisa visitar Auschwitz.  O campo de concentração mais conhecido do mundo abriga muitas histórias tristes de poloneses que viveram em campos de concentração.  Mas, apesar disso tudo, todos que visitam o lugar dizem que é indescritível a sensação de estar tão perto da história. Vale a pena conferir!

 

#2 Conhecer novas cervejas: Para  àqueles que adoram viajar e conhecer as cervejas do lugar, a Polônia é um ótimo destino para visitar. Ela produz mais de 80 tipos de cerveja! Outra curiosidade é que cada polonês bebe, em média, 92 litros de cerveja por ano – a bebida, aliás, já estava presente durante o reinado de Boleslaw I, o Bravo (992 – 1025).

 

#3 Todas opções em um só lugar : Na Polônia você encontra todo tipo de diversão e clima. Se você curte um friozinho e quer esquiar na neve, basta ir a Zakopone no sul do país em dezembro ou janeiro. Se você prefere o calor e quer curtir uma praia basta visitar no mês de julho, as praias de Sopot, Gdansk e Gdynia. Se você quer conhecer um pouco mais do país e do seu povo, você pode visitar a Cracóvia e a Varsóvia.  Na Varsóvia, capital polonesa, não deixe de conhecer o mercado central da cidade, que foi parcialmente destruído durante a Segunda Guerra Mundial, mas reconstruído logo em seguida. Na praça do mercado, não deixe de ver a escultura de bronze da sereia de Varsóvia, símbolo da cidade.  Já na Cracóvia, não deixe de conhecer a Praça do Mercado, na região da Cidade Velha. Construído no século XIII, a praça é cercada de construções antigas, palácios e igrejas. Não deixe de visitar o Palácio do Pano, reconstruído em 1555 em estilo renascentista.

 

#4 Conhecer castelos:  Na Polônia você poderá conhecer muitos castelos. Na Cracóvia, você pode conhecer o Castelo Wawel, um lugar imenso que guarda muitas lendas e segredos. Ele foi erguida no século XIV, a construção gótica é hoje a única edificação da coroa judaica totalmente preservada no país.  Você também pode conhecer o Castelo de Malbork que fundado em 1274 pelos cavaleiros teutônicos que lutavam contra os poloneses na tentativa de conquistar territórios na região do mar báltico, o castelo foi ampliado diversas vezes para abrigar o número cada vez maior de cavaleiros. Hoje é o maior ponto turístico da cidade de Malbork.

 

#5 Experimentar culinária local:   O prato polonês mais famoso é  o pierogi, que é uma espécie de pastel cozido. No recheio, os poloneses variam entre requeijão com batata, repolho azedo e feijão. Na hora da sobremesa, que tal experimentar o paczki? A delícia é uma espécie de bolinho, tradicional no país há pelo menos três séculos.

Os poloneses gostam muito também da zapiekanka, que é um lanche típico de rua: é uma baguete aberta, com queijo derretido, cogumelos e ketchup. Outro tira-gosto típico fica por conta das conservas de pepino, repolho e cebola.

 

E aí, gostou das dicas que nós demos no blog hoje? A AIESEC pode te levar para lá através do Cidadão Global. Leia o que a Cristina Diniz, que viajou para a Polônia através do Cidadão Global contou:

” No meu projeto, conheci crianças muito especiais com câncer, síndrome de down, autismo… sempre pensei que não teria jeito pra lidar com essas situações, mas vi que realmente não é preciso nem saber falar a mesma língua para se comunicar através de amor e carinho.  A Polônia é sensacional.  A cidade Wroclaw é LINDA! Lá eles chamam carinhosamente de “WrocLove”, a cidade é banhada pelo rio, sendo barco e caiaque considerados meios de transporte lá.  E lá  as floriculturas ficam abertas 24 horas, dá pra acreditar?” 

 

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