Ser Protagonista é saber sonhar: Conheça Caroline Tissot

O que vou ser quando crescer? Essa é uma pergunta que em algum momento da nossa infância/adolescência já foi feita. Aquilo que você planejou um dia realmente aconteceu? Nem sempre. É bem provável que você tenha realizado escolhas que fizeram você repensar o que realmente te traz felicidade, seja na vida pessoal ou na profissional. Na vida da Caroline Tissot não foi diferente.

Essa guria de Porto Alegre teve a AIESEC como uma de suas melhores experiências da vida. Ela cresceu, aprendeu, errou, sorriu e, principalmente, descobriu o poder do sonho. Ao se transformar em protagonista da sua história, a Caroline percebeu que para alcançar as metas dela a primeira decisão estava em suas mãos. E ao entender o papel dela na sociedade, seus próximos passos foram mais fáceis e hoje trabalha com aquilo que descobriu que realmente ama: as pessoas.

Inspire-se com essa história vinda da região Sul do Brasil e permita-se:

 

1 – Por quais experiências você passou na AIESEC?

“Comecei minha experiência na AIESEC em Porto Alegre em 2009, onde passei pelos times de Gestão de Talentos, Vendas, Intercâmbio e Marketing. Eu entrei na AIESEC porque estava no início da faculdade e não via muitas possibilidades de desenvolvimento pessoal em estágios, e ambientes que estavam a minha disposição; confesso que não sabia nem falar o nome da organização quando me inscrevi e, pasmem, acabei que fui selecionada! Foi quando minha jornada começou. Após ter trabalhado nesses times e ter tido contato com pessoas de diversas idades, de múltiplos backgrounds e formações, eu vi que, apesar da minha pouca idade (entrei com 18 anos) eu tinha MUITO o que aprender com pessoas tão diferentes de mim e que tinham tanto pra me proporcionar, e vice-versa. Por isso que apliquei para ser VP Marketing e, posteriormente LCP.

Ambas as experiências me ensinaram muito, e, sinceramente, é um tanto quanto indescritível. Mas acredito que o principal foi o poder de uma clareza de propósito por trás de tudo que se faz. Afinal de contas, como é que uma organização consegue mobilizar tanta gente, por tanto tempo e tantas madrugadas sem nenhum retorno monetário e imediato? E foi aí que eu descobri a importância da essência, dos valores em tudo que se faz.

Em 2010 fiz um intercâmbio na Colômbia, em um escritório da AIESEC em Bogotá, e foi a primeira vez que tive noção de como a AIESEC é múltipla e diversa, e ela pode ser feita de várias maneiras; não há certo e errado. No final de 2011 fiz um intercâmbio profissional na Índia, onde trabalhei com marketing e treinamento, com pessoas de diferentes países. Sem dúvida, foi uma das experiências de vida mais marcantes que tive – e quiçá que terei ao longo da vida. A Índia me virou do avesso, e me fez questionar tudo que eu sabia, meus conceitos de certo e errado, minhas verdades e mentiras, e tudo que até então eu acreditava que era ‘meu’. Entendi – e sinto que até hoje continuo processando aprendizados que tive – que a vida é muito mais que palavras, cargos, pensamentos, materializações, mas sim sobre quem sou, a forma como contribuo com o mundo, e sobre quem quero e luto pra ser. Enquanto estava na Índia apliquei pro MC e fui eleita VP Relações Públicas da gestão 12/13 da AIESEC no Brasil, que é uma experiência não só de time, mas de vida, de família, de trabalho, de mobilização. Depois disso, fiz um intercâmbio na PwC no México, onde trabalhei com desenvolvimento de negócios e diplomacia corporativa junto a empresas e entidades brasileiras no país.  Foi uma oportunidade única de entender quem eu sou, e quem eu quero ser. Marcou o ‘fim’ da minha experiência como uma jornada de intenso autoconhecimento, e de certa forma, até um teste em relação a tudo o que a organização me ensinou nesses anos.

Ao longo desses anos, visitei diversos países através da organização, e as experiências de chair, coaching, mentoria, liderança em seu mais amplo sentido, os professores de vida que conheci, etc., guiaram muito as minhas decisões, e entendi que a vida, o mundo, são como a AIESEC: uma plataforma gigantesca, cheia de oportunidades e possibilidades, onde cada um, de acordo com suas preferências e momento de vida, escolhe onde aterrisar – intercâmbio, liderança, membresia, parceiro – mas tem que dar muito duro, porque o retorno, a resposta e o sucesso são diretamente proporcionais a doação, a entrega que se dá. Tudo isso foi determinante para o caminho que busquei.”

Membros da AIESEC de Porto Alegre recebendo Trainees em 2010

 

Eleição LCP 2011

 

Conade 2012

 

EBrotherhood 2011

 

Intercâmbio na Índia

 

2 – Onde você está trabalhando hoje? A AIESEC te ajudou a conquistar esse sonho?

“Hoje eu trabalho com desenvolvimento humano, coaching e educação em uma organização chamada All About People, ao mesmo tempo em que me envolvo com outros movimentos sociais e facilitações – como por exemplo o movimento Profissões (in) Visíveis, que é um movimento compartilhado que tem como objetivo voltar os nossos olhos às pessoas que fazem parte do nosso dia a dia mas que são tornadas invisíveis por conta do uniforme que vestem ou profissão que exercem, bem como trazer a tona suas histórias e seus sonhos. Por tudo isso, acho que o meu local de trabalho é o mundo, são as pessoas. E a AIESEC é 110% responsável por isso. Sou formada em Relações Internacionais e, por mais que siga a minha formação em alguns aspectos, meu dia a dia é muito mais similar ao que eu tive acesso na AIESEC, não só em termos de atividades, mas principalmente na importância da liderança, de olhar, considerar e valorizar o outro, de vivenciar valores pessoais e organizacionais a todo momento, de empreender nas coisas mais simples, de sempre buscar o melhor, arriscar e acreditar.

Sobre sonho, a primeira coisa, é que aprendi que sonhar é lindo, mas principalmente essencial; se sonhar é coisa de criança, de inocente, que sejamos sempre crianças inocentes, porque sem sonho não se muda nada, não se acredita, não se move e não se mobiliza. E acho que eles estão em constante renovação, em constante teste. Por isso, eu tenho e ainda terei muitos sonhos, então é difícil dizer o que a AIESEC me ajudou a conquistar especificamente, mas sou muito grata a dois ensinamentos específicos que a organização me trouxe: 1) entender que eu sou meu principal e mais importante ativo, e que com clareza de propósito, diversão e trabalho duro posso realizar o que eu quiser, para mim, para os que estão ao meu redor, e para o mundo; 2) não importa onde, como, porque ou para que, as pessoas são sempre (sempre!) o mais importante.

Se tem uma palavra que define o que a AIESEC significa pra mim e o que eu sinto em relação a tudo que vivi, é gratidão; pelas experiências, pelas quedas, pelas vezes que levantei, pelos times.. e principalmente pelas pessoas que conheci, pelos amigos que fiz, pelas lideranças que me guiaram e pelos seres humanos fantásticos que me deram a honra de exercer minha liderança e de crescer enquanto indivíduo.”

 

Presidentes da AIESEC em Porto Alegre dos anos 2010 até 2013.

 

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