Precisamos falar sobre suicídio – Setembro Amarelo

O suicídio é uma das principais causas de morte entre jovens de 15 à 29 anos, tomando mais vidas do que doenças como câncer, doenças cardíacas, AIDS, defeitos congênitos e  pneumonia, entre outras. As principais causas do suicídio incluem depressão, presença de outras doenças, problemas de relacionamento, dificuldades financeiras, bullying, problemas de adaptação na adolescência, luto ou abuso de drogas. No Brasil, a taxa de morte por suicídio entre o jovens é de 5,8 por 100 mil pessoas, fazendo dele o país com o maior índice de mortalidade por suicídio e de depressão da América Latina.

Além disso, existe uma grande diferença nos números entre homens e mulheres. Enquanto a taxa de tentativa de suicídio para as mulheres é três vezes maior que a dos homens, o índice de morte por suicídio é maior entre o sexo masculino, muito por causa da forma como é realizado o ato. Ademais, também é importante ressaltar a gravidade do tópico em questão dentre os jovens LGBT. Eles tem uma das maiores taxas de suicídio e tentativa de suicídio dentre todos os os grupos sociais, bastante por causa da cultura heteronormativa e a homofobia institucionalizada na sociedade. De acordo com algumas pesquisas, adolescentes e jovens adultos LGBT recusados pela família ou pessoas próximas, correm um risco seis vezes maior de adquirir depressão e são oito vezes mais prováveis de tentar o suicídio.

Bom, levando em conta todos esses dados que são, evidentemente bem preocupantes para a juventude do nosso país, será que é o suficiente dedicar apenas um mês ao ano para discuti-lo? Na minha opinião, não é. É claro que necessitamos de iniciativas como o setembro amarelo para iniciar a roda de conversa sobre esse assunto que ainda é tido como um tabu, mas precisamos evoluir para falar sobre isso mais abertamente e ter ações mais diretas para evitar que a nossa juventude fique se perdendo por isso.

Aqui estão algumas atitudes que você pode ter no seu dia-a-dia para cooperar com a diminuição das taxas mencionadas anteriormente:

 

  • Procure ajuda profissional. Do mesmo jeito que uma pessoa que não é capacitada profissionalmente para construir um prédio não deveria construir um prédio; uma pessoa que não tem capacidade de dar conselhos psicológicos ou receitar remédios, não deveria dar conselhos psicológicos ou receitar remédios. Ponto. É muito importante procurar ajuda quando for preciso, seja para você ou para alguém próximo a você que necessite de alguma ajuda. Ir atrás de ajuda nunca é um motivo para ter vergonha.
  • Não faça descaso de uma dor que você não conhece. Se alguém te pede ajuda, não diminua o que ela está sentindo. Ouça essa pessoa de verdade e se disponha a ajudar quando necessário. Não faça comentários que coloque a pessoa para baixo, como “ah, mas você já tentou pensar positivamente?” ou “mas você não consegue levantar da cama porque não quer”. Cada um sente sua própria dor e não cabe a mais ninguém medi-la.
  • Viva e proporcione mais experiências que tiram da rotina. Se você se sentir confortável, é importante sair da rotina de vez em quando pois muitas vezes essa rotina pode estar prejudicando a sua saúde. De acordo com o Dr. Gilovich, um professor de psicologia da Universidade de Cornell, as pessoas são muito mais feliz quando elas gastam seu dinheiro e tempo com experiências e não com coisas. Essas experiências podem variar de coisas mais duradouras como um intercâmbio ao exterior, como coisas mais simples, como sair para pintar o cabelo de uma cor que você goste.

 

Existem muitas outras formas como você pode ajudar. Porém, na maioria das vezes essas formas não são verdades absolutas. Muitas das coisas que fazem bem para uma pessoa, podem ser negativas para outras porque cada dor é diferente. Por isso, o mais importante é conversar sobre isso de forma natural e empática (durante o ano todo, não só em setembro) e sempre procurar saber qual a melhor forma de ajudar aqueles que estão ao seu redor.

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