ser_membro_da_AIESEC

As pequenas vantagens de ser um membro da AIESEC, por Victor Bonifácio

  |  Postado por: AIESECo do Blog 22 de março de 2016

Perguntas como “Mas o que você faz lá?” ou “Você não ganha nada mesmo pra trabalhar na AIESEC?” são perguntas que aparecem no dia-a-dia de um membro da AIESEC. Seja em Porto Alegre ou em Manaus, estas são algumas perguntas que sempre estarão presentes quando falarmos do nosso trabalho. Nunca digo a ninguém que não ganho nada, afinal, essa não é a verdade. Todo AIESECo (membro) ganha uma infinidade de pequenas vantagens todos os dias, e é sobre isso que vou falar hoje.

Ao pensar em entrar na organização, eu não imaginava que, em menos de um mês, seria gerente de um projeto e estaria completando um time de Processo Seletivo, ou que em menos de um semestre já teria sido Presidente de um Comitê Organizacional e postulante à Diretoria do meu escritório local.

Na AIESEC aprendemos, como membros, que se queremos a mudança no mundo devemos agir. Agir para ativar a liderança no outro, para demonstrar integridade, para agir sustentavelmente, para procurar sempre a excelência, para vivermos a diversidade e sermos participativos a todo momento.

​(eu e meus amigos em uma conferência nacional em 2015)

No primeiro momento em que entrei no escritório, já me vi em uma reunião de área. Área? Que área? O que eu vou fazer? Já vou lidar com intercambistas? Não. Descobri que eu seria treinado e apresentado a tudo que a AIESEC poderia me oferecer antes de botar a mão na massa.

Eu já tinha trabalhado em multinacionais e em escolas grandes, mas nunca fui tão bem treinado para realizar um trabalho como na AIESEC. Todos os voluntários, com muita disposição, souberam me mostrar o passo a passo do que fazer e de como seria melhor forma de se fazer. Mais importante, eles se importavam com os limites que eu ainda impunha a mim mesmo, e souberam lidar com essas limitações até que um dia elas se foram e eu comecei a notar meu desenvolvimento.

(Área de envio de intercâmbio da AIESEC na USP 2015.2, onde eu era gerente de projetos educacionais) 

Na AIESEC as pessoas sempre dançam. Dançam? Sim! É assim que nós integramos com os 126 países onde estamos presentes! O movimento corporal ultrapassa os limites da língua e mostra que somos todos iguais. Não estranhe ao ver várias pessoas dançando uma música croata no meio da Avenida Paulista, ou reggaeton colombiano no meio da floresta Amazônica.

Aqui aprendemos fazendo, somos empoderados para inovar cada dia mais e pensarmos cada vez mais fora da caixa. Implementamos ideias e as adaptamos aos mais diferentes perfis de pessoas que trabalham nos escritórios. Eu, por exemplo, faço Letras, mas minha colega de trabalho faz Publicidade e minha líder, Engenharia de Produção. A pluralidade de perfis, a diversidade de crenças e pensamentos são agentes formadores de um sentimento único, de amizades duradouras que esquece os potenciais e se orientam para as soluções.

​(Na foto: eu na esquerda, minha líder, Beatriz, no centro e Fernanda, minha colega, à direita)

Quando, geralmente no meio e no fim do ano, chegam os estrangeiros que aceitaram o desafio de impactar a realidade brasileira, somos postos à prova para lidar com culturas extremamente diferentes das nossas. Adaptamos nossa língua para garantir que a experiência dessas pessoas seja transformadora, para que eles saiam do Brasil como líderes que se conhecem e que sabem o que querem para o futuro do mundo.

Viver diferentes culturas não ajuda apenas a ter uma maior visão de mundo, mas sim de se sentir parte dele. Aqui, aprendemos a nos conhecer e a definir nossos valores, e isso fica muito claro quando definimos nosso propósito para estar na AIESEC. Nos sentimos úteis dentro de um ambiente extremamente dinâmico, onde as coisas acontecem rápido demais, e pra isso aprendemos a gerir nosso tempo para amadurecemos. E quando percebemos nossa evolução, notamos também o quanto nos divertimos fazendo isso.

Na hora de sair da organização, sentimos o quão importante foi termos aprendido a lidar com resiliência, pois o mundo precisa muito da nossa ajuda, e somos nós os agentes de mudança.

Uma das maiores lições que aprendemos na AIESEC é que somos sim jovens líderes capazes de transformarmos nosso valores em ação. Trabalhando nessa organização, aprendemos a viver a melhor versão de nós mesmos, a ajudar o mundo nos comunicando efetivamente e enxergando as suas reais necessidades.

A AIESEC na USP, que é de onde eu venho, se preocupa diariamente com o desenvolvimento das pessoas. Nós estamos muito conectados para fazermos um movimento de impulso que trará o desenvolvimento que a cidade de São Paulo precisa. Estamos juntos para crescer colaborativamente, nos comunicarmos efetivamente, agirmos para resultado e sermos líderes comprometidos com o que fazemos, e por isso não paramos. A AIESEC na USP não para!

 ​(Na foto: o corpo de membros da AIESEC na USP em fevereiro de 2016, na nossa primeira conferência do ano.)

Eu poderia escrever textos e mais textos falando pra você, leitor, que estar na AIESEC foi um dos maiores presentes da minha vida, mas acho que isso você já percebeu. Mas agora eu convido você a fazer essa reflexão: o quanto o mundo ainda precisa perder para que você se sinta chamado a fazer a mudança?

Se algo te incomodou, se você sentiu uma vontade, mesmo que mínima, de mudar o mundo e impactar nossa sociedade, essa é a hora de você viver uma experiência de AIESEC. Inscreva-se!

Leia também:

Viajar e fazer a diferença
O que move quem quer fazer a diferença?
Porque não a Ucrânia?
Categoria: Jovens Talentos, Liderança

One Response to As pequenas vantagens de ser um membro da AIESEC, por Victor Bonifácio

  1. SABRINA GUIMARÃES says:

    A-R-R-E-P-I-A-D-A-!

    Nestes caracteres acima, entenda que: sim! acredito nas pessoas e no que elas são capazes de (se) transformar.

    Estou incomodada a tempos, desde que me entendo por gente. Obrigada pelas palavras.

Deixe um comentário

*



Somos a maior organização de estudantes do planeta, reconhecida pela Unesco. A AIESEC é uma rede global formada por jovens universitários e recém-graduados, que, por meio do trabalho dentro da organização e de intercâmbios profissionais, estimula a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança de seus membros.