Liderança: como o jovem pode fazer a diferença na política

O ano de 2016 será conhecido na história do Brasil como uma época tensa e difícil no cenário econômico e principalmente, político. Marcado por investigações de corrupção e pelo pedido do Impeachment da presidente Dilma Rousseff, esse período ainda contará com eleições para a escolha de prefeitos e vereadores. No contexto de hoje, tal acontecimento pode ser assombrado pelo sentimento de descrença e pela falta de esperança nos próximos governos que virão. E se o Brasil possuísse mais lideranças jovens nos cargos administrativos? Será que esse quadro seria diferente?

Bom, não podemos afirmar que essa representatividade resolveria todos os problemas, mas que seria um tipo de contribuição diferente disso temos certeza. Segundo Renato Meirelles, publicitário e presidente do Instituto de Pesquisa Data Popular, os políticos possuem uma grande dificuldade em se comunicar de maneira eficaz com os jovens. A grande maioria deles não consegue se inserir no cotidiano desse público e passar suas pautas para o mundo digital, desenvolvendo uma relação muito distante. Além dessa questão, ainda existe um crescente descrédito dos jovens nas figuras políticas, principalmente pelo fato da mídia valorizar muito mais as ações negativas do que positivas que elas realizam.

Um líder jovem, não só em questão de faixa etária mas também pelo comportamento, poderia muito bem transformar essas e outras realidades, aproximando a juventude da política. Com a tecnologia e o acesso facilitado à informação, as gerações mais novas têm ficado cada vez mais exigentes quanto aos seus candidatos e as propostas apresentadas. A juventude digital, colocada na pesquisa de Meirelles como “Geração D”, possui características como ousadia, ambição e impulsividade, que podem ser transformadas numa vontade de fazer acontecer. De acordo com Márcia Vasconcellos, superintendente do Instituto da Cidadania, “o jovem brasileiro tem uma postura madura em relação à política e demonstra que conseguiu interiorizar os valores do que vem a ser a verdadeira democracia”. Além disso, o estudo mostrou também que jovens, tanto que estudam em instituições públicas, quanto privadas, priorizam os mesmos pontos: educação, emprego, segurança e distribuição de renda.

Assim, fica claro que não se pode mais colocar o jovem num papel de “alienado” e distante da política. Isso não condiz com a realidade atual. É preciso valorizar esse grupo e dar oportunidades para que ele desenvolva habilidades que possam proporcionar mudanças significativas num futuro. Imagine o país hoje, se houvessem protagonistas mais integrados com os jovens e que criassem projetos para todos os pontos destacados pelos jovens? Imagine se os políticos tivessem várias experiências culturais e respeitassem as diferenças? Esses são os tipos de administradores que queremos para um país e os jovens podem se transformar neles. Dialogar bem com esse público, assim como fazemos na iniciativa Youthspeak, é um passo enorme para mudanças significativas, indicando que ele busque cada vez mais conhecimento e possa transformar o mundo.

E aí, você é um jovem que quer mudar o mundo? Que tal começar desenvolvendo liderança pelas suas experiências?

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