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Jovem abre uma ONG e empreende no setor público após seu intercâmbio

  |  Postado por: AIESECo do Blog 5 de abril de 2016

O Francisco contou como sua experiência de intercâmbio social influenciou a decisão dos próximos passos na sua vida. Com 25 anos e formado em Engenharia de produção na Universidade Federal do Vale do São Francisco,  hoje empreende no setor público atuando na Secretaria de Promoção Social, Esportes e Combate à Pobreza de Salvador.Em agosto de 2011, ele foi para La Plata, na Argentina realizar um intercâmbio social durante 6 semanas.  O projeto que desenvolveu tinha o objetivo de apresentar os cinco temas globais (empreendedorismo, liderança e trabalho em equipe, multiculturalidade, valores sociais e meio ambiente) para crianças de 8 a 12 anos em escolas da cidade e também crianças de um orfanato local.

“Na nossa equipe tínhamos um estudante de medicina suíço, uma administradora porto-riquenha, uma publicitária colombiana e um estudante de engenharia de São Paulo. Juntos preparamos apresentações e atividades práticas sobre esses temas. Sempre aprendíamos muito nos encontros com os alunos: consegui melhorar meu espanhol, a habilidade de comunicação em público e, principalmente, entender uma cultura tão rica e diferente da minha.”

O primeiro trabalho deu tão certo que Francisco decidiu realizar mais um projeto:

“Fiquei até dezembro em La Plata, trabalhei na Fundación Sumando Voluntades que presta apoio a pessoas em situação de rua, oferecendo abrigo noturno, alimento, banho e atividades educativas/recreativas nos finais de semana. Foi um choque de realidade muito grande. Ajudei a fundação num projeto de empreendedorismo, ensinando temas de marketing e vendas para as pessoas que passavam pela fundação. Além disso, criamos uma turma para uma professora de inglês que perdeu todos os seus pertences; conversei sobre política e história do Brasil, aprendi muito sobre a política argentina. Com certeza essa experiência teve um impacto positivo muito maior pra minha vida do que consegui colaborar para aquelas pessoas.”

Francisco conta que ainda durante seu intercâmbio, não conhecia muito bem a AIESEC e seu propósito. A partir de seus projetos na Argentina começou a se interessar mais pelo assunto e participar ativamente das atividades em La Plata.

“Percebi que os jovens do Vale do São Francisco, local onde morava na época, também precisavam ter a oportunidade de participar da maior organização gerida por jovens do mundo. Em 2012, criamos um grupo de interesse para abrirmos a AIESEC na nossa região.”

Apesar de não ter conseguido a aprovação na primeira vez, em 2013 Francisco e seu grupo organizaram novamente a abertura da ONG no Vale do São Francisco, e em junho tiveram o apoio da AIESEC em Salvador. Por fim conseguiram a aprovação da diretoria da AIESEC no Brasil.

“Como primeiro presidente, tive uma gestão bastante desafiadora e que me proporcionou muito crescimento pessoal e profissional. Aprendemos fazendo e ensinamos aprendendo. Conseguimos engajar muitos jovens talentos, colocamos Juazeiro e Petrolina na visão do mundo. Recebemos 17 intercambistas da América Latina, Europa e Ásia e tivemos reconhecimento nacional em 2014.”

Dois anos depois, a AIESEC no Vale do São Francisco continua atuando na região sob a liderança de outros jovens universitários que também acreditam no propósito da organização. Francisco ainda acompanha o crescimento da entidade à distância, e conta que tudo que viveu na AIESEC ainda reflete no seu trabalho hoje.

“Um dia encontrei o presidente da AIESEC em Salvador daquela época e conversamos sobre nosso papel pós AIESEC e como seria importante termos pessoas com o perfil da nossa membresia no serviço público. Quando recebi o convite para trabalhar numa secretaria municipal que lida com graves problemas sociais da cidade, sabia que era esta a oportunidade de trazer um pouco do espírito da AIESEC para a gestão pública. Na reunião que fui apresentado à diretoria, foi ressaltada a importância da minha participação na organização. Hoje trabalho com foco em resultados e solução, acompanhando e entendendo as motivações da minha equipe, com planejamento operacional, gestão de operações, entre outras ferramentas gerenciais que fui capaz de aprender na AIESEC.”

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