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Meu intercâmbio para a Rômenia

  |  Postado por: AIESECo do Blog 9 de dezembro de 2015

O Pedro Diamante quis se tornar um Cidadão Global  e fazer a diferença no ambiente em que ele vivia. E para fazer a diferença e impactar a vida de outras pessoas ele resolveu fazer um trabalho voluntário. Ele fez um intercâmbio para a Romênia e viveu histórias incríveis, veja o que ele contou:

AIESEC: Quais foram as suas primeiras impressões quando você chegou na Romênia? 

Pedro: Meu intercâmbio começou ainda no Brasil, quando eu entrei em um avião enorme de origem alemã onde nenhuma comissária de bordo falava  português. Após 12 horas desembarquei em Munique – Alemanha. 4 horas de espera me deu tempo suficiente para dar aquela treinada no inglês ainda dentro do aeroporto. Quando entrei no avião que me levaria ao meu destino final, Bucareste – Romênia, o frio na barriga começou. Quem estaria lá me esperando? Como vou passar pelo controle de passaporte? Será que minhas malas foram extraviadas? O que é exatamente ser um estrangeiro? Todas essas e mais perguntas eu teria a resposta em 62 dias de uma incrível jornada. Bom, malas em mão, entrei no país, e lá estavam duas desconhecidas com meu nome escrito em um papel branco. Finalmente cheguei “em casa”. Durante as duas primeiras semanas foram chegando mais intercambistas. Finalmente completamos a casa: 18 pessoas num lugar que posso dizer que cabiam 5.

 


AIESEC: Em qual projeto você trabalhou e como foi a experiência? 

Pedro: Tivemos treinamentos com o pessoal da AIESEC e logo começamos a trabalhar. Meu trabalho era desenvolver diversas atividades com crianças e adolescentes de orfanatos. Foi um trabalho incrível. Enfim, o recesso de natal e ano novo chegou. Queríamos conhecer alguns países perto da Romênia, porém nem todos podiam viajar pela Europa sem visto. Então fomos eu, mais três brasileiros, um mexicano, uma argentina e um dos caras mais engraçados da casa: Benjamin, de Singapura. Com apenas uma mochila nas costas, passamos pela Bulgária, onde celebramos nosso natal. Depois seguimos para Sérvia, Croácia e enfim para Budapeste na Hungria – famosa por sua vida noturna. Nosso ano novo em Budapeste não poderia ter sido melhor. Todos foram para as ruas às margens do rio Danúbio. Italianos, franceses, chineses, brasileiros e diversas outras nacionalidades fizeram a festa naquela noite. Voltamos para Romênia e nosso trabalho continuou. Cada dia que vivi naquela casa foi especial. Noites em claro, jogando conversa fora com pessoas de 11 países diferentes. Nem tudo era bom, porém foram algumas coisas ruins que tornaram também essa experiência perfeita.

 

AIESEC: O que você mais gostou da viagem e qual recado deixaria para quem quer fazer um intercâmbio?

Se me disserem que neste exato momento em que dou meu relato que eu preciso fazer as malas e viver tudo novamente, eu iria sem pensar duas vezes. Eu não sei qual foi o motivo de eu ter escolhido a Romênia.  Mas, se precisar escolher o que mais gostei, eu posso afirmar com 100% de certeza que foi aquela pequena casa com 18 incríveis pessoas de 11 países distintos. Um dos melhores momentos era quando você estava lá sentado e ouvindo línguas diferentes, que apesar de você não entender nada, pareciam fazer sentido. Se eu tivesse que narrar como foi cada dia que vivi eu passaria mais dois meses somente escrevendo. Apesar de tudo que eu escrevi e tudo que você leu, somente sabe como é essa experiência quem a vive. Então eu me despeço com um único conselho: FAÇAM AS MALAS!!

 

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