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Meu Intercâmbio para o Egito

  |  Postado por: AIESECo do Blog 8 de outubro de 2015

No post do blog de hoje, vamos conhecer a Tatiane Bertucci que mora em Campinas e fez pós graduação em Comunicação de Mídias Digitais. Ela viajou para o Egito e contou pra gente como foi a viagem e a experiência de viver em um país tão diferente durante 6 semanas.

No final de 2014, Tati começou a procurar sobre a AIESEC e sobre os programas que ela oferecia:

” Eu comecei a me aplicar em algumas vagas, mas percebi que eu tinha medo demais de viver um tempo em outro país sozinha e desisti da ideia temporariamente. Para perder o medo de ficar sozinha em uma viagem, eu decidi fazer uma viagem sozinha dentro do Brasil, que seria desafiadora também, mas um pouco mais confortável. Fui para Santa Catarina e fiquei 6 dias em Florianópolis e 1 dia em Bombinhas, onde me hospedei em hostels, fiz passeios sozinha, aluguei um carro pela primeira vez também e consegui começar amizades do zero, mesmo sendo tímida.

Depois do desafio concluído, me sentia com mais coragem para ir para o próximo nível e voltei a me aplicar às vagas da AIESEC, até receber um convite por e-mail de um projeto do Egito. Ou seja, fui surpreendida por e-mail e o marketing da AIESEC no Egito é muito bom, pois depois de ler a mensagem fiquei com a sensação de que a experiência seria muito divertida e tive muita vontade de ir para lá, então me apliquei à vaga.” 

 

 

“Outro fato que pesou na minha decisão, é que eu queria viajar dessa vez para um lugar com cultura totalmente diferente para eu superar mais desafios e me desenvolver pessoalmente.”

Tati, viajou pelo Cidadão Global e se candidatou para o projeto Culture Vibes da AIESEC GUC do Cairo e ficou por lá 6 semanas. No final do seu intercâmbio, irritada com a falta de zelo das pessoas em manterem o centro da cidade limpo ela teve uma ideia:

Fiquei pensando “e se existisse um projeto de limpeza do Centro?” Os intercambistas podiam construir e instalar lixeiras (que não haviam na região), fazer a limpeza das ruas e conscientizar o pessoal local de como é importante para a saúde manter as ruas e prédios limpos, e mostrar como é muito mais agradável olhar para um lugar limpo e bonito. Parecia ser uma boa ideia, então comecei a pensar em mais uma coisa legal: os intercambistas poderiam dar aula de inglês para caixas de mercado, garçons e motoristas de táxi, já que os turistas sentiam certa dificuldade em se comunicar em inglês com eles, uma vez que as pessoas mais simples não têm muito conhecimento do idioma. Como troca, esses “alunos” poderiam nos ensinar um pouco de árabe também, para a experiência ser mais divertida e enriquecedora.

 

Tati, pensou que a AIESEC poderia fazer uma pesquisa com os intercambistas para saber o que eles acham que funcionaria bem no Egito e a partir daí, ter ideias para outros projetos. Ela conversou com outros intercambistas que aprovaram a ideia e enviou um email para a AIESEC de lá.

Fiquei extremamente feliz quando eles aceitaram a ideia super bem e me agradeceram por eu estar contribuindo com sugestões. 

“Dear Tatiane,

I have been in AIESEC for 4 years and it’s the first time I receive such mail from any of our interns! It made me very happy and I had a huge smile on my face reading this mail and to see someone who is trying to help us not only criticizing! I really like your ideas, appreciate your help and I promise you we will work on those ideas and maybe in few months you will see these projects in real :D
Thank you – Mohamed Meligui”

 

 

Tati, contou também da sua experiência de trabalhar e viver no Egito sendo mulher:

Apesar de existirem muitas notícias assustadoras sobre assédio à mulher no Egito, foi normal para mim viajar para o Egito como mulher e eu não sofri preconceito por causa disso. O Egito é um país majoritariamente muçulmano, onde a maioria das mulheres cobrem os cabelos com um lenço e algumas cobrem todas as partes do corpo, deixando só os olhos descobertos.  Já é um conceito enraizado na mente de todos sobre se preservar, se vestir de forma modesta e não ficar chamando atenção com roupas de marcas ou curtas, como acontece no Brasil. Logo, para evitar chamar a atenção, ou melhor, tentar chamar menos atenção, já que o fato de ser turista já está nos traços do nosso rosto e eles já vão começar a olhar por aí, eu recomendo muito às mulheres se vestirem e se portarem de forma modesta e comportada, respeitando à cultura do lugar.

Sobre suas experiências, Tati destaca uma viagem inesquecível ao deserto e recomenda a todos que façam se forem ao Egito:

Minha experiência mais marcante foi acampar no deserto. Fizemos um passeio de 2 dias dentro do deserto Saara, onde visitamos o Deserto Branco e o Deserto Preto. Foi super intenso, porque durante o dia era extremamente quente (eu fui no verão), tínhamos que economizar a água gelada para não acabar, ficamos esses 2 dias sem tomar banho e fazendo xixi na moita, comendo comidas simples, e às vezes ficava um pouco exaustivo. Mas quando o sol baixava, a gente era presenteado com um lindo pôr do sol, já com temperatura bem agradável e à noite era só relaxar e apreciar o céu mais lindo que talvez eu vá ver na vida, onde é possível ver todas as estrelas e a Via Láctea claramente, já que não tinha a interferência das luzes da cidade, e depois pela manhã, ver um lindo nascer do sol.

 

 

Tati, tem um blog que se chama  Quero Ir, onde ela conta as experiências vividas no Egito e em outras viagens, lá ela coloca dicas do que você deve levar na viagem, quais lugares do Egito você deve conhecer, como foi o seu intercâmbio e muito mais. Além disso, ela também tem um canal no Youtube. Acesse e veja várias dicas! 

 

 

 

Ela finaliza dizendo que um intercâmbio da  AIESEC não é para qualquer pessoa.

É para aquele tipo de pessoa que tem grandes sonhos e objetivos, que além de viajar ou morar um tempo em outro país pagando mais barato, quer ter uma experiência de trabalho, seja em uma empresa ou voluntário. Uma pessoa que quer ter o desafio de viver em uma cultura diferente, conhecer pessoas diferentes, não só do país de destino, mas de todos os países do mundo que vão se encontrar lá. Uma pessoa consciente de que a vida não é um mar de rosas e de que vai passar dificuldades, mas também vai fazer amizades, se surpreender com novas cidades, novas paisagens, novas formas de diversão. Se você acha que tem tudo a ver com você, vai fundo!

Passar 6 semanas no Egito me deixou muito mais forte, pois enfrentei todos os momentos difíceis longe do abraço da família, abriu minha mente ao ver uma realidade totalmente diferente e me colocar um pouco no lugar das pessoas e quebrar preconceitos. É muito bom você viver no lugar para ver as coisas com seus próprios olhos e não se contentar só com o que vemos na televisão ou na internet. Acredito também que estou menos consumista.

 

Faça como a Tati e conte a  história do seu intercâmbio para a gente!

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Categoria: AIESEC, Cidadão Global

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