Elisa passeando pelo país

Índia: além de incrível, uma experiência multicultural

 

“Eu fui para a Índia. ” Quando a Elisa fala isso isso recebe as mais diferentes respostas. “Que louco!”, “Como é lá?”, “Mas por que a Índia?” Todo mundo reage como se ela tivesse ido para um outro planeta.

Ir  para a Índia com a AIESEC é uma escolha que ela nunca vai se arrepender. Ler um pouco sobre a experiência dela nos desperta uma vontade louca de colocar uma mochila nas costas e ir para a Índia também. Ir sem pensar duas vezes e de quebra entender por que o slogan do país é: Incredible India.

Ela chegou com medo. Medo de tudo de negativo que já tinha visto sobre o país. Mas ao mesmo tempo confiante, pelos contatos que teve com a empresa em que iria trabalhar, quando ainda esteve no Brasil. Acho que se ela pudesse encontrar a Elisa do passado, diria: “Relaxa! Seu sexto sentido está certo. Vai ser a experiência da sua vida.”

O  Talentos Globais da AIESEC é uma das maneiras pela qual a organização acredita que um jovem pode desenvolver  liderança.  Durante todo o tempo de escolha de vagas e fechamento de contrato, e também durante a experiência,  os intercambistas são orientados a trabalhar com esse objetivo. No dia a dia de Elisa na Índia ela pode ver o quanto as coisas que a AIESEC falou caíram direitinho na vivência dela. Hoje, de volta para o Brasil, ela ainda pensa nos pontos que aprendeu.

Mas sem dúvida o item que ela mais carrega no seu dia a dia é ter se tornado uma cidadã do mundo. Isso, entre muitas coisas coisas, faz com que você carregue o melhor do outro consigo, e veja o mundo além.

Elisa aprendeu com os indianos a importância do compartilhar sem querer nada em troca. Eles não dizem obrigado, já que para eles ajuda não é um favor. Fazem as coisas pela bondade em si.

Com os alemães ela  aprendeu a ser mais exigente. Não aceitar coisas feitas pela metade ou ‘meia boca’. No Brasil, mesmo estando insatisfeitos com algo acabamos deixando para lá. Agora, se ela está dando o seu melhor, é isso que ela espera de volta.

Já com os franceses ela descobriu que ser pontual é mais do que uma questão de respeito, e sim comprometimento.

Com os tunisianos, que crescer em uma religião muçulmana é quebrar estereótipos. Ela aprendeu também a respeitar sem tentar converter.

Com os tailandeses, que um sorriso na cara pode abrir várias portas.

Em contato com os afegãos ela percebeu que o único perigo que existe é o de você se apaixonar pela comida deles. E acredite, você vai!

Com os nossos vizinhos latino americanos ela aprendeu que realmente sabemos ser hospitaleiros. Além disso, ninguém mexe o quadril igual a nós!

Os nepaleses ensinaram para Elisa que a felicidade não está no ter e sim no ser. Mais do que isso, felicidade está na simplicidade.

Hoje, ela carrega consigo algumas manias indianas, alguns pensamentos budistas e algumas receitas tailandesas.  No seu celular ela tem uma playlist de reggaeton e punjab songs, e guarda vários mantras hindus. Ela não vê a hora de percorrer mais quilômetros por aí, para fazer dela mesma e do mundo um pouquinho melhores.

 


E aí, quer ver como nove meses fora do país podem mudar a forma como você vê o mundo? Chega aqui!

Cynthia Salomé

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