O que é ser host? Para Edith, é multiplicar casas

Edith Larissa Rodrigues do Rêgo Souza é baiana de Vera Cruz, cidade de 42 mil habitantes na Ilha de Itaparica, na Baía de Todos os Santos. Tem 21 anos e, hoje, estuda Relações Internacionais na UEPB – Universidade Estadual da Paraíba.

AIESECa desde outubro de 2012, ela está se preparando para ser alumni a partir do ano que vem, em fim de gestão como Diretora de Finanças da AIESEC João Pessoa. No próximo dia 22, pouquinho antes do Natal, Edith vai viver na pele o que está descrevendo neste texto, só que do lado oposto. Ela vai realizar o seu próprio Cidadão Global em Arequipa, no Peru, por pouco mais de dois meses.

Sem esperar, Edith viu a oportunidade de ser host de uma intercambista aparecer do nada, assim como o Paulo César (lembra dele? Contamos a história do PC aqui). Assim como ele, Edith não sabia exatamente o que esperar da experiência. TRÊS intercambistas hospedados em sua casa depois, o que você acha que a Edith pensou da experiência em ser host?

Sem tentar recontar a história de ninguém, entregamos a palavra à Edith:

Recebendo quatro pessoas de outros países em sua própria casa

A oportunidade surgiu em um momento que uma intercambista, que ia ficar três meses na cidade, teve que se mudar às pressas da host dela. Daí, como não tínhamos muitas opções na época, conversei com minha mãe para ficarmos com ela até que se achasse um outro lugar. Entretanto, ela ficou durante quase quatro meses na minha casa.

Eu sempre tive muito interesse, mas, por ser uma AIESEC ainda nova, não tínhamos muitos intercambistas em João Pessoa. Creio que o interesse maior surgiu mesmo quando vi que eu podia ajudar essas pessoas a terem a melhor experiência da vida delas. Quando minha mãe entendeu isso, o interesse só fez aumentar, além de ser uma troca cultural enorme.

Até o momento, recebi três meninas: a primeira (e que ficou mais tempo) foi Cindy, uma menina da Colômbia que falava muito bem português e que ia para igreja com minha mãe. A segunda foi Vicky, uma menina da Argentina, amante de cachorros e super independente. A terceira e última foi Assiya, do Cazaquistão. De longe, a mais curiosa (e ótima) experiência que eu já tive.

Adaptação

Moro com minha mãe e quatro cachorros. Por eu ser membro da AIESEC há muito tempo, ela sempre entendeu muito bem o que era a AIESEC. Acho que o que mais interessa a ela é o cuidado que os intercambistas sempre tinha em respeitar as regras da minha casa. Colocar pessoas mais calmas e independentes, não fumantes (ou se fossem, pelo menos conscientes), que avisem as coisas (não dar satisfação, bem longe disso, só avisar pra que a gente não fique preocupada e tal), além de aceitar os cachorros. Ela sempre gostou muito.

Intercambistas

Edith e a colombiana Cindy

A primeira menina, Cindy, foi a que ela mais gostou. Por ela ser mais calma e religiosa, minha mãe achou uma pessoa no qual ela tinha companhia para ir para igreja (coisa que eu não faço), além de falar português e ser uma fofa. Para se ter ideia, temos contato com ela até hoje e minha mãe fala com a mãe dela por Skype e Facebook, usando o Google Tradutor. Ainda hospedamos um amigo dela que veio passar duas semanas aqui no Brasil.

Vicky já era mais independente e não falava português. Sempre muito calma e respeitosa, sempre conversa muito com minha mãe (me usando de tradutora), e conquistou minha mãe pela barriga, fazendo comidas da Argentina para nós.

Assiya, foi a que teve mais dificuldades para se entender com minha mãe por causa da língua (ela não falava nada de português) e por ter uma cultura muito diferente da nossa. No entanto, nada disso fez com a experiência fosse ruim, muito pelo contrário, foi ótima. Como sempre, eu era a tradutora entre as duas e minha mãe sempre fazia comidas típicas brasileiras para que ela experimentasse.

Era engraçado ver as duas tentando conversar, porque minha mãe gritava, jurando que ela entendia algo. Acho que foram muitas lembranças marcantes. Mas uma que eu posso resumir para as três foi no momento em que fui deixá-las no aeroporto (em épocas diferentes) e elas sempre me agradeciam pela experiência e pela hospitalidade. E eu, claro, chorava.

O blog da AIESEC ainda pediu pra Edith listar alguns motivos para as pessoas serem hosts de intercambistas da AIESEC. A resposta dela foi a seguinte:

Váriosssssssss motivos: ajudar a pessoa a realizar um sonho, sua casa será estendida para alguns países (a minha está na Colômbia, Argentina e Cazaquistão), ter irmãs/irmãos de outras nacionalidades, aprender outra língua, viver outra cultura dentro da sua própria casa, além do desenvolvimento incrível que você terá sem sair de casa.

Criou coragem? Ainda não? Leia a história do Paulo César aqui também!

Quando perceber o quão incrível é ter alguém de outra cultura dentro da sua própria casa, entre em contato com o escritório da AIESEC mais próximo de você e manifeste seu interesse em ser host! E conte sua experiência pra gente depois 🙂

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