28-02-14-blog

Uma semana em cada país – Eslováquia

  |  Postado por: Dalyan Bastos 28 de fevereiro de 2014

Para finalizar a série da vez com chave de ouro, nós viajamos até a Eslováquia para saber como foi a experiência da Isadora Castanhel. Nossa cidadã global tem 20 anos e é estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina. Como vocês já estão acompanhando no Facebook, essa semana estamos conhecendo um pouco mais da Eslováquia. Isadora nos conta um pouco da sua experiência enquanto cidadã global no país.

 

 

Por que escolheu a Eslováquia?

Quando comecei a pesquisar por opções, eu sabia que queria ir pra algum lugar do Leste Europeu ou da África, mas decidi escolher pelo projeto em si, não pela cidade ou país. Então procurei por projetos que correspondessem às minhas expectativas (queria trabalhar com crianças e em projetos educacionais, ensinando inglês), e acabou que Bratislava se encaixou certinho – pelo tipo de trabalho, pelas facilidades, pela localização, etc.

Qual a expectativa que você tinha ao escolher seu destino? Correspondeu ou superou?

Surpreendentemente, eu não tinha muitas expectativas. Por ter trabalhado tanto tempo promovendo e realizando esse tipo de intercâmbio pra outras pessoas, eu sabia mais do que ninguém que tudo podia ser totalmente diferente do que eu esperava – por isso decidi não esperar nada. Outro ponto é que eu não sabia o que encontraria em um país que se tornou independente há tão pouco tempo (a Eslováquia como república independente tem a mesma idade que eu! haha) e que tem o passado ainda tão “presente” no cotidiano e na lembrança das pessoas (fato que eu confirmei enquanto estava lá).
Uma coisa é certa: Bratislava definitivamente me surpreendeu. Em coisas boas e ruins, como tinha que ser. Mas talvez mais do que isso: Bratislava me marcou, colocou um ponto na minha vida que com certeza pode ser considerado um “divisor” entre meu antes e meu depois.

 

Como foi chegar a outro país? O que difere do que você estava acostumado aqui no Brasil?

Assustador! Mais assustador ainda foi chegar a outro país e não falar ou entender absolutamente nenhuma palavra do idioma local (que é cheio de consoantes e letras diferentes).
As principais diferenças, além da questão linguística, foram em relação ao comportamento das pessoas em relação ao próximo no dia-a-dia, à independência que você precisa desenvolver querendo ou não e muito rapidamente (no bom português, a capacidade de “se virar” nas mais adversas e bizarras situações), por estar “sozinho” em um ambiente novo e ainda estranho e, não poderia deixar de mencionar, em relação ao transporte público, que é extremamente eficiente, quase sempre pontual, bem sinalizado e bastante amplo (eu precisava pegar 4 ônibus só pra chegar no trabalho, então, sim, eu entendo bastante do transporte público em Bratislava! haha).

Qual foi seu tipo de moradia na Eslováquia? E como isso influenciou seu dia a dia?

Eu fiquei hospedada em um dormitório estudantil, junto com 3 outras meninas (outra brasileira e duas indonésias). Definitivamente essa condição fez minha experiência totalmente diferente do que teria sido se eu tivesse ficado em host family, por exemplo. Além do convívio mais “jovem”, digamos assim, com direito a festas e gritaria no corredor de madrugada, quando se está em um ambiente assim não tem ninguém “responsável” por você: você tem que comprar sua comida, ir ao supermercado, deixar (ou não) o lugar limpo, lavar sua roupa… E isso tudo te desenvolve uma habilidade impressionante de aprender a se virar, principalmente se isso envolve se comunicar com alguém que fala uma língua completamente diferente da sua. As “facilidades” são reduzidas quando você mora em dormitório ou residência estudantil, mas isso obviamente também tem suas vantagens.

Qual o papel da AIESEC agora que você mora no exterior?

A AIESEC do meu lugar de destino (no caso, Bratislava) tinha a responsabilidade de me orientar e me auxiliar em qualquer coisa que eu precisasse em relação à adaptação, ao meu projeto e ao meu bem-estar. Pra isso, eu tive uma buddy, uma membro do comitê local de Bratislava que me deu suporte durante toda a experiência, do começo ao fim, de coisas básicas às mais complexas.
A AIESEC do meu lugar de origem (no caso, Florianópolis) precisa estar ciente de que tudo está indo de acordo com o que foi acertado anteriormente (a descrição do meu trabalho, a moradia, se eu estou recebendo alimentação como prometido, etc). Se algo não está certo, as pessoas responsáveis no meu comitê local intervém para solucionar o problema e evitar maiores prejuízos para ambas as partes.

 

Curtiu a história da Isadora? Lembrando que se você quiser conhecer mais da Eslováquia visite nosso Facebook. Durante toda essa semana postamos informações e curiosidades sobre esse país fantástico.

Se você ficou animado com a oportunidade, acesse o site e conheça mais sobre o programa Cidadão Global.  Até o nosso próximo destino.

Leia também:

5 habilidades desenvolvidas durante o intercâmbio da AIESEC
Por que visitar o México?
Como ter uma experiência de intercâmbio pode desenvolver sua carreira
Categoria: AIESEC, Campanha AIESEC, Cidadão Global, Curiosidades dos países, Intercâmbio, Liderança

Deixe um comentário

*



Somos a maior organização de estudantes do planeta, reconhecida pela Unesco. A AIESEC é uma rede global formada por jovens universitários e recém-graduados, que, por meio do trabalho dentro da organização e de intercâmbios profissionais, estimula a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança de seus membros.