Empreendedorismo faz a Índia decolar

Os intercambistas brasileiros interessados no Talentos Globais em Gestão podem ir se preparando para visitar a Índia. Esse post é dedicado à quebra de alguns preconceitos que as pessoas podem ter com o país pela distância e diferenças culturais.

A Índia cresce como nunca e como poucos. Aquele país das castas, das vacas sagradas, das religiões e especiarias ainda existe. Mas existe uma outra Índia que cresce e capacita cada vez mais, formando profissionais que mudam o destino do país (e até de outros
países) através do empreendedorismo e da tecnologia.

A Índia é, hoje, o segundo país que mais cresce no mundo, atrás apenas da China, e a 10ª maior economia do planeta. Com a abertura para o capital estrangeiro na década de 90, o país chegou a crescer 10% em um ano – seu PIB em 2014 deve chegar a quase dois trilhões de dólares. É a prova numérica de que aquele mito da Índia somente desorganizada, suja, bagunçada, não existe. Culturas à parte, a Índia é um país robusto, de crescimento sólido e, portanto, é uma oportunidade de aprendizado e crescimento em um mundo ainda saindo de uma crise financeira devastadora.

Imagine a dificuldade que é governar um país com 1,2 bilhão de habitantes. Como a guinada do crescimento indiano é recente – mal completou 20 anos – é normal que os problemas socioeconômicos e estruturais ainda sejam gigantescos. No entanto, o outro lado da moeda também merece destaque.

Com a maior população escolar do mundo, a Índia tenta reduzir o déficit educacional no país. O foco na educação ao longo dos anos já começa a dar frutos. Com um ambiente favorável ao empreendedorismo, a formação de micro, pequenas e médias empresas faz com que empresários do mundo todo vejam a Índia como celeiro de mão-de-obra especializada. Destaque para as empresas de tecnologia. Hoje, cerca de 60% dos serviços prestados via internet pelas empresas americanas é feito na Índia. A indústria indiana de informática movimenta 10 bilhões de dólares por ano.

A Índia investe na visão empreendedora. Sua população precisa encontrar alternativas para trabalhar e sobreviver, uma vez que não existe trabalho para todo mundo. O autoconhecimento na busca por uma área favorável para se empreender e o dinamismo do mercado indiano são ótimos berços de ótimas empresas para trabalhar e desenvolver.

Nesse rastro, a Índia também dispõe de centros especializados em várias áreas da Medicina, oferecendo ótimos tratamentos e preços e incentivando o chamado “turismo médico”. Até as artes indianas se beneficiam do espaço empreendedor indiano. Em Mumbai, a chamada Bollywood produz mil filmes por ano que são assistidos por 3,6 bilhões de pessoas.

De acordo com o Ministério da Micro, Pequena e Média Empresa da Índia, em 2012 existiam 26,1 milhões de pequenos negócios no país. Eles são responsáveis por gerar 90% dos empregos formais na Índia (60 milhões de empregos), seis mil produtos e a renda gerada representou 45% do PIB e 35% do volume de exportações indianas.

Seguindo esse ambiente de crescimento e otimismo, a AIESEC na Índia é uma das maiores do mundo e recebe cada vez mais intercambistas. Com 35 intercambistas, a Índia é o segundo país que mais recebe brasileiros pela AIESEC – o primeiro é a Colômbia.

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