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Um depoimento para você querer ser host da AIESEC

  |  Postado por: AIESECo do Blog 27 de maio de 2015

Se você perguntar com o que a AIESEC trabalha, a resposta é: pessoas. A nossa organização foi criada para unir o trabalho e a vontade de fazer a diferença de pessoas de vários lugares do mundo em prol de uma sociedade melhor para todos. E o intercâmbio não é a única ferramenta que existe para isso.

Muita gente prefere não fazer o intercâmbio por diversos motivos – ou por questões financeiras, ou porque a família não quer liberar uma viagem para tão longe, ou pela faculdade e etc. Só que se você não pode deixar o país, você pode abrigar um representante de outra cultura dentro da sua própria casa. Resumidamente, ser host é isso.

A AIESEC sempre precisa de pessoas dispostas a abrir as portas de casa para intercambistas que vêm trabalhar no Brasil. Se você tem dúvidas com relação a isso, o blog da AIESEC traz hoje um depoimento que vai te fazer querer ser host!

Micheli Fideles (à direita na foto acima) passou mais de seis meses com estrangeiros (estrangeiras, no caso) em casa. Foram três intercambistas que ela recebeu no total, uma americana, uma colombiana e uma argentina (Anabella, à esquerda) – em ocasiões diferentes. Todos os receios que ela e a família tinham foram embora e a experiência cativou a todos.

Convívio, afeição, conhecimento, enriquecimento cultural, quebra de paradigmas… são alguns dos benefícios que a Micheli listou para o blog que fizeram ela querer hospedar três pessoas que ela nunca tinha visto na vida.

Se você tem dúvidas, leia o depoimento da Micheli para o blog da AIESEC e seja um host você também! Confira:

 

Como surgiu a oportunidade de ser host? Você era da AIESEC na época?

Eu era responsável pelo recrutamento e seleção de hosts na AIESEC Juiz de Fora. Achava meio incoerente meu discurso em prol dessa experiência, sendo que eu e minha família ainda não tínhamos vivenciado nada parecido. Então, resolvi hospedar uma intercambista e o convívio foi tão bom que recebi mais duas na minha casa depois. 

Você recebeu quantos intercambistas, de onde eles eram e quanto tempo ficaram?

Recebi 3 intercambistas:

- Yuen Ho: americana, mas seus pais eram de Taiwan. O intercambio durou 3 meses e a Yuen dividiu o quarto comigo.

 - Anabella Perez: argentina. Ela ficou pouco mais de 2 semanas. Infelizmente a Ani teve problemas com o host anterior, e acabou passando o resto do seu intercâmbio na minha casa.

 - Maria Cristina Ibarra: colombiana, ficou mais de 3 meses na minha residência.

Você já tinha se habilitado a receber algum intercambista antes? O que fez você se interessar a abrir sua casa para uma pessoa completamente estranha e de outro país?

Sou a única mulher na minha família. Tenho dois irmãos e sempre quis muito ter uma irmã. Conviver com as intercambistas em minha casa me trouxe esse conforto, nos tornamos amigas.

Por outro lado, eu tinha poucos recursos para dar continuidade aos meus estudos de idiomas. Hospedar um intercambista era a melhor maneira de mantê-los e de aprimorar meu conhecimento sobre a cultura de outros países.

O que sua família achou disso? Você morava sozinha ou com parentes?

Na época, minha mãe morava comigo. No entanto, vivíamos muito próximos de outros parentes que estavam sempre presentes na minha casa. Nossa família tinha o hábito de almoçar todos juntos e as intercambistas faziam parte dessa convivência. Geralmente, meu avô, mais dois tios, meu irmão, minha cunhada e meu sobrinho participavam dessa tradição.

Essa foi a primeira experiência internacional da minha família. Elas despertaram muita curiosidade neles, principalmente, a Yuen Ho que era americana, mas tinha traços asiáticos. A princípio, eu era o único elo de comunicação entre eles. Desenvolvi muito o inglês e aprendi um novo idioma, o espanhol. À medida que aumentava o convívio, elas iam aprendendo o português e estabelecendo conversas diretas com meus parentes. Algumas intercambistas aprenderam gírias comuns aqui de Minas, fruto de longas conversas com minha mãe, uma mineira com o sotaque bem característico.

Como foi o relacionamento deles com a sua família?

Minha família sempre foi muito acolhedora, e as intercambistas faziam parte dela. Mesmo que por pouco tempo, elas conseguiram mostrar uma outra forma de ver o mundo e despertaram o interesse da minha família por questões internacionais.

 Quais foram as maiores diferenças com relação a hábitos e comportamento?

Inevitavelmente, houve conflitos durante a hospedagem, mas todos foram resolvidos com uma conversa franca de ambas as partes. O segredo é se manter paciente com as diferenças e tentar compreendê-las.

Alguma curiosidade engraçada sobre esse período? O que você destaca como a maior surpresa que eles tiveram do Brasil e você com eles?

Minha surpresa foi com a tamanha semelhança que tínhamos. Nós acreditamos que as diferenças culturais são gigantes, mas essa percepção não é exatamente inquestionável. Num mundo globalizado, cada vez mais compartilhamos interesses comuns, desde preferências musicais até estilos de roupa.


Somos parecidos ainda mais com os outros países latinos, mas infelizmente não reconhecemos isso. Essa percepção permeia a sociedade brasileira, que não se vê como latina. Eu fazia parte dessa comunidade, mas depois que hospedei duas sulamericanas na minha casa essa ideia se mostrou totalmente equivocada. Era engraçado quando minha família apresentava um prato que achávamos típico do Brasil, mas elas já o conheciam. Um dia minha mãe fez uma sopinha de inhame especial para Maria Cristina, a colombiana. Ela apresentou o prato como algo típico do Brasil, mas a colombiana já o conhecia. Na Colômbia ele era conhecido como “mote de queso” e era acompanhado de “queso criollo”. Esse queijo é feito da mesma maneira do queijo frescal, ou seja, o queijo mineiro não é exclusividade de Minas e muito menos do Brasil. Ficamos impressionados com aquilo e passamos a comer sopa de inhame com queijo.

Queria que você listasse 3 motivos pra receber um intercambista em casa.

- Excelente oportunidade para quebrar paradigmas em relação à cultura de outros países. As pessoas são muito mais parecidas do que imaginamos, respeito e amor são compartilhados por toda humanidade.

 - Melhor maneira de praticar e aprimorar um idioma. Em especial para alguém que possui pouca grana para gastar com cursos de línguas e com intercâmbio.

- Oportunidade de ampliar sua rede de networking.

O que você achou? Entre em contato com o escritório da sua cidade e manifeste interesse em ser host!

Leia mais no blog da AIESEC:

- Como funciona a AIESEC?

- O que move quem quer fazer a diferença?

- Que tal conhecer a Argentina?

Leia também:

Como é a experiência de morar em Gana?
A AIESEC e a liderança em cada um de nós
Intercâmbio: Por que escolher a AIESEC?
Categoria: AIESEC, Colaboradores, Hosts, Intercâmbio

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