Como comecei a mudar o mundo depois da AIESEC


Hoje vocês vão conhecer a história da Luma e do Eduardo.
Ambos publicitários, Luma Pinto e Eduardo Melo resolveram criar o Bem Trilhado. O projeto é um voluntariado itinerante com propósito de deixar uma marca positiva no caminho e inspirar atitudes do Bem. Os criadores relatam no blog as ações feitas, compartilham conteúdo, além de disponibilizar um Mapa do Bem para que outras pessoas também possam trilhar o mesmo caminho.

 

 

Intercâmbio para a Colômbia

 A Luma fez parte da AIESEC e conta como essa participação a  ajudou a trilhar novos caminhos depois do intercâmbio.   “Eu fiz intercâmbio profissional (GIP/Talentos Globais) por um ano na Colômbia. Antes de ir, quando me inscrevi no programa, fiz voluntariado para a AIESEC Salvador na área de Vendas – iGIP, mas por pouco tempo, já que dei match”, explica Luma.  Na Colômbia, ela trabalhou na área de Marketing  e de Relações Públicas de um evento de Engenharia em  Medellín. “Essa relação com a AIESEC culminou no Bem Trilhado porque a partir do momento em que você começa um intercâmbio da AIESEC, você abre a visão para muitos aspectos e possibilidades da vida.  Muitos valores da AIESEC constituem o Bem Trilhado,  a busca por excelência, o senso de urgência, o respeito pela diversidade, a liderança jovem e o impacto social,” conta a publicitária.  A AIESEC estimula seus voluntários a terem um senso de coletividade e ajudam com os projetos a lapidar habilidades. Por isso, Luma acredita que a AIESEC acaba sendo uma segunda escola/ universidade de Gestão.  “As atividades que realizei  lá, como o CREA, começaram do zero e ganharam corpo, força e respeito, o que me ensinou que às vezes os projetos que a gente fica a vida toda engavetando, achando que precisa mover céus e terras para realizar, são mais simples do que a gente pensa. A AIESEC me ajudou a acreditar: em mim, nos meus sonhos, e na força que podemos ter quando perseguimos nossos ideais.”

 

 O Bem Trilhado

Luma e Eduardo ajudam a empoderar organizações locais que já lutam por causas sociais, em diversos países da América Latina. Os comunicólogos, fazemos trabalhos de marketing, comunicação e música (um plus :D) de forma voluntária. Eles começam o trabalho antes, conectando a organização e fechando o acordo, a organização os recebe por duas semanas ou mais e o casal faz uma reunião para ouvir as atuais necessidades das organizações. Luma explica como é o trabalho:  “A partir daí, é comigo e com Edu: fazemos um brainstorming e apresentamos a eles tudo o que a gente pode fazer a respeito, alinhamos e começamos a trabalhar. É incrível o que dá pra fazer em pouco tempo, é um super desafio. (No Equador, em 2 semanas conseguimos fazer cobertura fotográfica, ação no bairro, logomarca de 25 anos, convite, produção de conteúdo de mídias digitais, filmagens de pequenos documentários).”

 

Fora este objetivo principal, há  outros específicos: conhecer as instituições, identificar as atitudes resolucionadoras delas para poder aplicar em outras, gerar um intercâmbio de soluções criativas, compartilhar todo o conteúdo no mapa do bem no blog para quem quiser fazer o mesmo ou adaptá-lo.

O casal se mantêm no projeto com 3 fontes de renda: as próprias economias, alguns bicos que eles fazem (vendendo doces, fazendo freela de publicidade) e uma vaquinha online que existe no blog para ajudar o casal a cobrir alimentação e transporte para chegar às ONGS.  Luma explica como escolhe os próximos destinos do bem trilhado: “A escolha de lugares é como a escolha através da plataforma da AIESEC: você escolhe o trabalho que gosta, não a localização. Foi assim que a gente chegou no Darien, no Panamá, uma zona em que até os panamenhos não visitam. O projeto que tinha lá nos encantou de cara, então pegamos estrada até essa área e trabalhamos ao lado de comunidades principalmente indígenas.”

O Mapa do Bem 

O Mapa do Bem pode ajudar aventureiros de bom coração, que queiram contactar diretamente alguma ONG, possam se comunicar com ela e tenham proatividade para gerir o próprio trabalho. O Mapa do Bem disponibilizará todas as informações para a pessoa chegar até lá.  ” Ou seja, o Mapa do Bem é o que eu e Edu gostaríamos de ter tido no início da viagem – teria nos ajudado muito, economizado tempo e poupado alguns inconvenientes. No nosso Mapa, só colocamos as instituições com as quais trabalhamos, assim garantimos que são idôneas e receptivas. No mapa, estarão não só as informações de contato, como também detalhes do trabalho realizado e as áreas do saber que poderiam ajudar,” finaliza a publicitária.

 

Ainda não conhece a AIESEC? Acesse o site!

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