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Cidadão Global: te levando a lugares incríveis

  |  Postado por: AIESECo do Blog 11 de novembro de 2015

A AIESEC  acredita na mudança, em fazer a diferença, e que cada pessoa possui o poder de transformar o seu ambiente. O trabalho voluntário é uma importante ferramenta para isso. Nós acreditamos que o mundo precisa mais de ações do que ideias, e se você também pensa assim é hora de você se tornar um Cidadão Global!

Maurício Neto, de Uberlândia fez o seu intercâmbio para Budapeste, na Hungria através do Cidadão Global e contou como foi  a experiência de morar durante um mês e meio em um lugar tão diferente, mas ao mesmo tempo encantador.

A primeira experiência marcante que tive foi na verdade no aeroporto de Munich, na Alemanha. A primeira vez que tive que falar inglês ou ficar sem comer. Pronto. Primeira barreira ultrapassada. Depois disto era só entrar no avião e alegria.

            Quando desci no Ferenc Liszt, em Budapeste, foi que o choque veio forte. Ninguém naquele diabo de lugar sabia falar inglês. Minha sorte foi que achei rapidamente a pessoa encarregada de me buscar. Lembro perfeitamente de ser uma típica húngara: alta, olhos claros e linda como uma modelo. Pegamos um ônibus e partimos para o hostel no qual eu ficaria por um mês e meio.

            No caminho, percebi a realidade da cidade. A beleza de lá não se encontra no rosto das pessoas, ela se encontra em cada prédio, desde os mais pobres até o Four Seasons Hotel, se encontra no Danúbio, nas luzes amarelas que inundam a cidade a noite e te transportam para um filme antigo, no Castelo de Buda e nas Termas Széchenyi.

            Andando pela cidade é possível sentir o clima que emana dos moradores locais e que representam o país, uma sensação de tristeza e pesar, que vem em conjunto com uma alegria e energia de celebrar sem nem saber o quê. Um clima que te faz sentir o que realmente é se encontrar apaixonado. Não por alguém, mas por uma cidade, com todos os seus defeito e suas qualidades.

            O Húngaro, nas palavras de Chico Buarque, é a única língua que o diabo respeita. A dificuldade em compreender o que é ditos nas ruas é superada graças  a linguagem universal dos gestos, e em conjunto com o melhor sistema de transporte público da Europa, é possível explorar todos os cantos e encantos sem se perder muito. Embora se perder seja algo divertido.

            A comida pode causar estranheza, não são todos que estão preparados para toda uma variedade nova de comidas, mas vale a pena. A sopa Goulash, que nunca provei por não gostar de sopa, é a mais típica e ofertada aos turistas, embora a culinária local seja repleta de delícias, principalmente os bolos.

            Minha jornada diária de 1 hora para a escola me proporcionava algo único. Conseguia acompanhar todo o outono, vendo dia após dia as folhas ficarem amarelas e caírem, como se um diretor de cinema as tivessem colocado ali. As crianças da escola eram outra diversão. Mais tímidas que as crianças brasileiras, elas preservavam seus pensamentos para si, sendo este talvez o maior problema que tive em relação a elas, visto que na época eu mesmo não me sentia confiante o bastante para quebrar essa barreira. Meu relacionamento com os professores eram bastante superficial, todavia não sei até hoje a quem devo culpar, eu ou eles.

            As pessoas que conheci nesta viagem foram, de fato, algumas das mais importantes de toda a minha vida. Diferentes formas de viver me foram apresentadas, todas com suas similaridades e diferenças, me levando, claro, a refletir sobre como seria a minha própria vida a partir dali, pois eu sabia que não seria o último país que eu iria visitar, nem a última vez que iria para Budapeste.

            Felizes sejam os que decidem ir para lá, tendo minha palavra que é um dos melhores lugares do mundo para se visitar (palavra de gente viajada). Meses depois retornei ao mesmo lugar e a mágica da cidade ainda estava lá. Não sei o por que, mas todo brasileiro que tive a felicidade de encontrar estando lá, já possui os planos para continuar morando no mesmo lugar.

Quer viver uma experiência incrível como a do Maurício? Se inscreva agora!

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