“A AIESEC me fez querer uma empresa que pudesse melhorar a sociedade na qual eu vivo”

 

O blog da AIESEC volta a contar a história de alguém que escolheu continuar fazendo a diferença mesmo já tendo saído da AIESEC. Nosso primeiro personagem, Gustavo Fuga, teve sua história contada no mês passado neste texto. Hoje, vamos falar de Marcelo de Medeiros.

Marcelo de Medeiros é potiguar de Natal e mora lá desde sempre – há 23 anos.

Ele se define como uma pessoa que ama música, shows de rock – Paul McCartney que o diga e, principalmente, viajar. Seu autor favorito é Gabriel García Márquez e Marcelo ainda lista como hobbies o cinema, séries de TV, aprender novos idiomas e ler. Mesmo adorando todas essas coisas, ele ainda encontra tempo para agir e impactar o ambiente em que vive.

Marcelo é articulador nacional do GT de Mudanças Climáticas do Engajamundo, uma ONG formada por jovens para aproximar a juventude brasileira das negociações internacionais sobre o assunto. Ano passado, fui um dos membros da delegação oficial brasileira do Itamaraty que participou da COP 20 (20º Conferência das Partes) da ONU sobre mudanças climáticas em Lima de 1º a 12 de dezembro.

Além disso, ele foi um dos brasileiros escolhidos para participar da 10º Conference of Youth, que reuniu mil jovens para compartilhar suas experiências com atividades em sustentabilidade e para definir o posicionamento da juventude global sobre mudanças climáticas.

Hoje, Marcelo é sócio-consultor da Plantis Inteligência em Sustentabilidade, projeto que idealizou com três amigos em Natal.

É sobre o impacto que ele fez na AIESEC e faz na Plantis que o blog entrevistou Marcelo, mais um alumnus que, assim como Gustavo Fuga e milhares de outros, resolveu aplicar conhecimento, aprendizado, tempo e energia em algo que faz bem para mais pessoas.

Confira:

Marcelo, o que você estudou na Faculdade?

Tenho duas formações: sou técnico em Controle Ambiental pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (2006-2009) e sou bacharel em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2010-2013)

Conte-nos sobre seu tempo de AIESEC. Por que você entrou na organização?

Conheci a AIESEC em 2011 quando eu ainda participava da empresa júnior de Administração. Durante as conferências do MEJ (Movimento Empresa Júnior), entrava em contato com um pessoal que também participava da AIESEC e achei a proposta interessante, mas ainda não havia a AIESEC em Natal. Quando soube que a organização estava fazendo processo seletivo no segundo semestre em 2013, eu não tive dúvidas. Fiz a seleção e consegui passar!

Quanto tempo ficou na organização?

Entrei em 1º de dezembro de 2013, saí no fim de maio 2014 me tornando alumnus em agosto de 2014.

Por que decidiu entrar?

Várias coisas me chamaram a atenção para entrar na AIESEC: o contato com pessoas de outras culturas, possibilidade de praticar idiomas com os intercambistas, essas coisas.. mas a parte social foi o que me chamou mais a atenção, poder desenvolver projetos na minha cidade e fazer com que jovens do mundo todo trabalhem aqui para melhorá-la e do mesmo modo, fazer com que jovens natalenses possam realizar trabalhos voluntários e impactar positivamente a sociedade de outros países é um sonho para mim! Eu amo viajar e sempre que viajo eu volto com um novo olhar sobre o mundo, eu sei do impacto que uma viagem pode fazer na vida de uma pessoa e aliar isso a trabalho voluntário, ajudar pessoas a melhorar suas comunidades é um diferencial enorme que a AIESEC possui para mudar as vidas das pessoas.

O que fez na AIESEC?

Fui Presidente do Comitê Organizador da Conferência de Planejamento 2014 da AIESEC Natal;

– Coordenador de Projetos de Entrega de Intercâmbio Social para Estudantes;

– Fui parte da logística do Comitê Organizador da Conferência de Replanejamento 2014 da AIESEC Natal.

O que seu tempo na AIESEC agregou para sua vida?

O pessoal da AIESEC gosta de falar que nós desenvolvemos líderes na organização, mas eu acho que acima de tudo nós desenvolvemos seres humanos, no sentido estrito do termo: conheci pessoas maravilhosas e que são extremamente apaixonadas pelo que fazem e sem ganhar um centavo por isso! O desejo de ajudar a melhorar a vida do outro seja pelo intercâmbio ou pelas atividades do cotidiano da AIESEC é algo de muito valor e que nós esquecemos, principalmente, por causa dos valores da nossa sociedade (que pregam o individualismo, a “ostentação”, a competitividade, etc).

Na AIESEC eu me dei conta de que eu não estou sozinho na luta por fazer um mundo melhor, pois tenho a certeza de que milhares de jovens ao redor do mundo tem esse mesmo anseio de impactar positivamente o mundo e isso sinceramente não tem preço! Lógico que me desenvolvi muito profissionalmente, nos cargos de liderança que tive, apesar do pouco tempo de atuação… mas o desenvolvimento desse lado humano é o que vou levar para sempre na minha vida e agradeço muito a AIESEC!

Finalmente, o seu projeto. O que é a Plantis?

A Plantis Inteligência em Sustentabilidade é uma consultoria em sustentabilidade que fui co-fundador junto com mais três amigos e, atualmente, sou sócio consultor da empresa. Começamos a planejar as atividades em dezembro de 2013, mas só legalizamos a Plantis (tiramos o CNPJ) em outubro de 2014.

Qual o impacto você espera do seu projeto?

Esperamos inserir a sustentabilidade nas organizações (públicas, privadas e do terceiro setor) por meio das nossas consultorias e serviços. Hoje sabemos da necessidade de mudar o nosso modelo atual de desenvolvimento e até mesmo o nosso estilo de vida para um modelo que preserve o meio ambiente, que conserve a natureza e os recursos naturais. Mas, infelizmente, a maioria das pessoas e das organizações ainda não percebeu a urgência necessária para essa mudança. Pretendemos, então, ajudar as organizações a desenvolverem atividades, produtos e serviços mais sustentáveis para todos os seus stakeholders.

Atualmente estamos realizando um serviço para capacitar e monitorar as duas cooperativas de catadores de materiais recicláveis de Natal, então estamos ajudando vários trabalhadores que são historicamente marginalizados pela sociedade a desempenharem melhor suas atividades e, consequentemente, aumentarem a sua renda e seu nível de qualidade de vida. Também somos representantes do Selo Evento Neutro da empresa Eccaplan aqui no Rio Grande do Norte. Para isso, realizamos o inventário de gases de efeito estufa do evento e garantimos a compensação ambiental (plantio de mudas ou compra de créditos de carbono) do evento.

Onde quer chegar com a Plantis?

Esperamos desenvolver um grande trabalho e melhorar o desempenho sustentável das organizações em Natal, mas lógico que pensamos em expandir futuramente para outras cidades do Nordeste e do país.  Nós acreditamos que podemos ajudar as pessoas e as organizações a mudarem os seus modelos mentais, que podemos ajuda-las a entender que todas as suas atividades impactam de certa forma o meio ambiente, mas ao mesmo tempo fazer com que elas enxerguem o potencial que elas possuem para fazer uma sociedade mais justa e igualitária.

A AIESEC teve importância na sua decisão de montar a Plantis?

Outra coisa que a AIESEC impactou nessa decisão é que eu gostaria de criar uma empresa que não somente buscasse o lucro no fim do ano, mas também pudesse melhorar a sociedade na qual eu vivo de alguma forma.. é aquela coisa: entre ganhar dinheiro e melhorar o mundo eu decidi escolher os dois ao mesmo tempo!

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