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AIESEC Internacional terá contribuição brasileira de peso em 2016

  |  Postado por: AIESECo do Blog 15 de abril de 2015

Arthur Fioravante Chiba é nascido em São Paulo e estudou Relações Internacionais na USP. Em agosto de 2010, entrou na AIESEC por querer uma “experiência além da universidade”. “Queria algo prático que se contrapusesse ao meu curso, que é extremamente teórico”. Arthur queria vivenciar a experiência multicultural que a AIESEC pode proporcionar.

Felipe Pacheco Oliveira é natural de Uberlândia e estudou na Universidade Federal de sua cidade natal, a UFU. Na Faculdade de Economia, confessa que acabou entrando para a AIESEC meio que por acidente. “Conheci a organização em uma infodesk no campus da UFU no segundo semestre de 2010. Fiquei sabendo que a AIESEC oferecia oportunidades de voluntariado em outros países. Por conta disso, acabei fazendo a inscrição no que eu achava ser uma pré-seleção para os intercâmbios. Na verdade, eram inscrições para o processo seletivo”.

A AIESEC pode aparecer por acaso na vida das pessoas, como foi o caso do Felipe. No entanto, o desenvolvimento do membro que se segue após o trabalho na organização nunca é por acaso. Arthur e Felipe, os personagens de hoje do blog da AIESEC, são exemplos vivos disso. Um é o Presidente da AIESEC no Brasil e o outro é o primeiro Presidente não-húngaro da história da AIESEC na Hungria.

Como se isso já não fosse gigante o suficiente, Felipe e Arthur foram selecionados para integrar o termo 2015-16 da AIESEC Internacional. Que caminhos levaram os dois até lá? É o que vamos contar aqui hoje.

O início e os desafios que abriram várias portas

Arthur Chiba entrou na AIESEC participando da área de recebimento de intercambistas. Era trabalho dele casar vagas e cuidar da logística para que os intercâmbios sociais fossem realizados. Já em 2012, ele foi eleitor diretor de envio de intercâmbios sociais da AIESEC na USP. “É a área na qual depois fui selecionado para ser do time de suporte nacional da AIESEC no Brasil e da AIESEC na Finlândia no primeiro semestre de 2013”.

Uma coisa puxa a outra… Finlândia? Quem poderia imaginar?

E quem poderia imaginar que o rapaz que se inscreveu quase sem querer no processo seletivo seria Presidente da organização fora do próprio país? Com a palavra, Felipe Pacheco:

“Minha primeira grande experiência na AIESEC foi meu intercâmbio voluntário em Chios, Grécia, no começo de 2011. Ao regressar ao Brasil, fui coordenador de vendas de intercâmbios voluntários para estudantes brasileiros. Logo após, me aventurei no outro lado do processo, como coordenador responsável pelo recebimento de intercambistas e logística das experiências que a AIESEC em Uberlândia realizava”.

Já em 2012, Felipe assumiu o cargo de diretor de recebimento de intercâmbios voluntários pela AIESEC em Uberlândia. Ao mesmo tempo, ele acumulou funções no time nacional de suporte da AIESEC no Brasil durante o segundo semestre de 2012 e o primeiro de 2013. Com isso, veio a oportunidade de ter contato com as AIESEC do Reino Unido e da Alemanha.

Muita experiência acumulada pedia para ser canalizada para objetivos maiores: “por fim, a busca por novos desafios e maior crescimento profissional me trouxeram para a Hungria, onde fui diretor nacional de recebimento de intercâmbios voluntários no termo 2013-14 e onde sou, atualmente, Presidente para o termo 2014-15, sendo o primeiro não-húngaro a ocupar a posição desde a fundação da entidade em 1972”.

A mesma ânsia por aplicar a enorme carga de experiência adquirida chegou para Arthur. Depois de aplicar-se à diretoria nacional e ser o responsável pelo envio de intercâmbios sociais da AIESEC no Brasil durante a gestão 2013-14, Arthur tentou a Presidência da AIESEC no Brasil – e foi eleito.

Por que ir além?

Para Arthur, “o propósito da organização é extremamente importante no nível pessoal. É sobre algo que acredito. É sobre uma causa que eu compro: a liderança jovem e nosso papel de protagonistas no mundo. Foi esse grande senso de responsabilidade e de propósito que me fizeram aplicar para ser presidente da AIESEC no Brasil. A perspectiva de continuar na organização em um nível ainda mais macro, como parte da AIESEC Internacional, manteve a mesma motivação”.

Para Felipe, seu papel como ser humano é contribuir para que o mundo seja um lugar melhor do que era quando ele nasceu. Tendo isso em mente, a missão da AIESEC o leva adiante todos os dias em torno dessa certeza. “Eu acredito que muitos jovens subestimam ou simplesmente desconhecem o poder transformador que têm dentro de si. Eis onde a plataforma de desenvolvimento que a AIESEC oferece entra em cena e onde minhas motivações para ser Presidente e tentar um cargo na AIESEC Internacional se cruzam”.

Para ele, é possível criar um mundo melhor quando jovens são formados com um propósito e uma visão clara, são apaixonados pelo que fazem e são agentes da mudança nas sociedades em que vivem.

Trabalho e expectativa

Felipe foi selecionado para a gestão de informação da AIESEC Internacional. Sua responsabilidade é tornar a experiência dos clientes – parceiros, organizações e intercambistas – mais eficiente e amigável. “Dentre várias outras responsabilidades, estarei trabalhando, principalmente, no desenvolvimento e aprimoramento do sistema com foco nos clientes e em gestão de operações, de maneira a assegurar que nossas plataformas incentivem e suportem o novo customer flow e permitam que a AIESEC revolucione a maneira como opera atualmente”.

Já Arthur será diretor de operações da região da América Latina. “Minha função será facilitar espaços, treinamentos, conferências e todo o necessário para o desenvolvimento da América Latina como região – com foco principal no desenvolvimento dos presidentes nacionais”.

Arthur e Felipe vão integrar uma gestão especial na AIESEC. Ela marca o fim da visão 2015 e estabelece as metas da visão 2020. Para Arthur, “estar lá e poder ser uma voz ativa nessa entrega e nessa construção é sensacional. Isto fora, claro, o ambiente extremamente internacional e complexo no qual estaremos inseridos, em um time de 24 pessoas de todos os cantos do globo”.

Felipe completa:

“Sinto que sou privilegiado por ter a oportunidade de ser parte dessa gestão, como parte da geração 2010 que viu a visão 2015 ser construída, agora ser parte da criação da visão 2020 é algo que me deixa bem ansioso”.

Da USP e da UFU, de inícios algumas vezes até um pouco acidentais, saíram duas vozes brasileiras importantes que vão ajudar na construção de mais uma parte importante da história da AIESEC. Jovens apaixonados pela missão da AIESEC e focados em tentar fazer do mundo um lugar melhor. E quem pode falar que eles não conseguem?

Toda a sorte e força para que o trabalho do Arthur, do Felipe e do próximo termo da AIESEC Internacional seja referência para as gestões que se seguirem!

Leia mais no blog da AIESEC:

- Viajar e Fazer a Diferença (texto por André Fran, do Não Conta Lá em Casa)

- 10 motivos para conhecer a Hungria

- “A AIESEC me fez querer uma empresa que pudesse melhorar a sociedade na qual eu vivo”

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Categoria: AIESEC, Carreira, Empreendedorismo, Liderança

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