12 meses viajando sozinha

Muitos estudantes sonham em fazer um intercâmbio e conhecer novos lugares, povos e culturas. A AIESEC acredita em mudança, em fazer a diferença, e que cada pessoa possui o poder de transformar o seu ambiente. Cidadão Global, projeto de intercâmbio com trabalho voluntário é uma importante ferramenta para isso. O programa de intercâmbio permite que você desenvolva autoconhecimento, torne-se orientado para a solução, consiga emponderar outras pessoas e crie uma consciência global.

Porém, muitas vezes a família do futuro intercambista fica receosa com a viagem. A primeira viagem sozinho do estudante  para o exterior gera algumas inseguranças e  medo. Mas, a AIESEC oferece todo o suporte que o intercambista precisa no Brasil e no exterior para ter uma viagem memorável.Você já conheceu um pouco da história do Guilherme e agora conhecerá da Bibiana.

Bibiana Ayete estava infeliz com sua faculdade e com seu trabalho e resolveu viajar para dar um novo sentido à vida. Ela foi além e não fez apenas 1 intercâmbio, ela fez 6 intercâmbios sociais através da AIESEC e viveu experiências incríveis nas viagens:

“Fui pra Colômbia – Bogotá, trabalhei com o ensino médio de um colégio público  trabalhei com valores e crescimento pessoal; No Equador – Quito, dei aula de ecologia e meio ambiente em um colégio para alunos de 6 a 16 anos; No Peru – Trujillo, dei aula de alfabetização, bordado e costura numa associação que trabalha com crianças especiais; Na Bolivia – Sucre, trabalhei num orfanato fazendo atividades recreativas e ajudando as crianças nas tarefas do colégio;  Na Argentina – Corrientes, fiz dois projetos nessa mesma cidade e na mesma fundação, era uma fundação de combate a desnutrição infantil, o primeiro projeto eu trabalhava com recreação de crianças de 1 a 3 anos e no segundo trabalhava na horta e construindo uma composteira com as mãe dos meus alunos.”

 

Bibiana nunca tinha viajado sozinha antes e logo na primeira vez resolveu viajar durante um ano. Ela admite que foi uma loucura mas foi a melhor experiência da vida dela.  Sobre a reação dos seus pais ela explica:

“Meus pais desde o início me apoiaram com essa ideia, não me deram grana nem nada, eu já tinha alguma coisa guardada então usei ela pra viajar, mas ter o apoio emocional deles foi melhor que ter ido viajar com a grana deles. Eles não conheciam a AIESEC ainda, mas como sabem que sou bem chata pra escolher algumas coisas, como eu confiei na AIESEC, eles confiaram também. Durante a viagem tive alguns problemas e a AIESEC sempre me apoiou, meus pais sempre me perguntavam como estava sendo o acompanhamento da organização comigo, no final elogiaram o trabalho e me apoiaram quando resolvi me vincular a AIESEC como membresia e não intercambista.”

Bibiana ressalta que para a viagem dar certo ela teve que se planejar muito e suar a camisa para tudo dar certo:

“Foram quase 6 meses de planejamento, pesquisa, leitura sobre os países e, principalmente, de economia. Durante a viagem tive que trabalhar muito, por mais que eu tenha postado apenas fotos sorrindo ou de lugares lindos, cada projeto que eu realizei precisou muito de mim, da minha capacidade e do meu suor. Aproveitei que estava em países com a situação econômica parecida com o Brasil e estudei a educação deles para poder ajudar na educação do meu país.”

Como todos os pais eles ficavam preocupados, mas sabia que ela saberia se virar:

“Como todo e qualquer pai, eles ficaram preocupados, mas se eles não confiassem que eu ia me virar bem, eles nunca teriam deixado eu sair de casa. Eles sempre criaram eu e mei irmão pro mundo, desde cedo sabíamos nos virar e sempre fomos muito independente deles, logo não passei maiores dificuldade em relação a comida, lavar roupa, me comunicar ou me orientar nas cidades. Admito que não senti muita falta dos meus pais, usávamos principalmente whats e skype pra matar um pouco a saudade(deles no caso).”

A experiência de Bibiana ao longo desses 12 meses foi incrível e ela descreve um pouco:

“Esse projeto que no início pareceu uma loucura, uma estupidez foi se realizando pouco a pouco até tomar a forma que ele é hoje, sei que ele não termina aqui, sei que ainda vai render muitos encontros, textos, fotografias, explicações, o que seja sobre esses 12 meses viajando.

Foram 12 meses de novidades,

12 meses que eu vivi e não apenas existi,

12 meses de experiências incríveis,

12 meses de medo,

12 meses de Bibiana sendo Bibiana.

Aprendi MUITO sobre economia, política, culturas e sobre pessoas. Meu Deus, como as pessoas são fantásticas! Não falo apenas das que eu conheci na viagem, aprendi muito sobre meus amigos e familiares que ‘deixei’ no Brasil, me decepcionei com algumas e me surpreendi com outras. Aprendi que devemos aceitar como elas são e com o tempo sabemos lidar com o mau humor do outros (e do meu também).

Entre todas essas pessoas que conheci, teve uma em especial que me chamou a atenção. Conheci uma pessoa que eu nem sabia que existia, uma pessoa que é mais forte do que eu imaginava e tem mais coragem do que os outros diziam ter. Estou falando de mim mesma.

Após muitos meses viajando sozinha, descobri que posso muito mais do que os outros e até eu mesma acreditava que podia, passei por situações complicadas que soube me virar muito bem. Eu já não sei qual foi a Bibiana que saiu do Brasil ou a que chegou no Peru, a que saiu da Bolívia ou a que chegou no Chile, já não sei o que eu mudei e o que me fez ser assim, sei também que não é hoje que vou me dar conta de tudo o que a viagem fez em mim como pessoa, como ser humano, como gente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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