12 fatos sobre minha viagem para o Paraguai, por Wellington Santos

O Wellington Santos Silva viajou para o Paraguai através do programa Cidadão Global  e uma semana depois de voltar de viagem ele fez um texto contando sobre sua experiência. Ele passou 40 dias no país e conta como foi:

1) Sobre restrições financeiras: Sempre pensei que gastaria no mínimo R$ 5 mil reais para um intercâmbio para a América Latina e isso sempre foi um impedimento, sempre! Mas estava muito enganado, gastei mais ou menos R$ 2 mil reais comprando presentes de todos os tipos e tirei algumas conclusões. Minha dica é: economize R$ 150,00 por mês durante um ano, pegue um pouco do seu 13º. Se aperte um pouco, corte alguns gastos, seja cancelando seu cursinho de inglês, apertando na academia, fazendo bicos, horas extras, pedindo ajudando aos familiares, comendo miojo. Tenho certeza de que você consegue e acredite, valerá muuuuuuito a pena!

 

2) Se prepare para a dor de cabeça: a primeira sensação que tive ao chegar no Paraguay (sim com Y, gostamos do Brasil com S, logo eles também preferem com Y) foi dor de cabeça, pois é difícil tentar entender o que todo mundo falava, e prestava muita atenção a tudo. Com isso fiquei uma semana com dor de cabeça de overdose de espanhol rs, mas depois passa.

3) Se aprende um idioma falando: Esse  ponto foi um choque, não falava nada de espanhol, até me deu dor de cabeça na primeira semana rs, e no final estava feliz da vida me comunicando com todo mundo. Com isso tirei uma lição: você pode até aprender um idioma com gramática, leitura, duas horas por semana, método x, método do quadrado, mas nada se compara a necessidade de aprender, e quando você está em outro país, você vai falar, você precisa falar e é assim que irá aprender de uma forma mais efetiva.

4) O empoderamento da ascensão econômica: há mais ou menos 10 anos,  eu era uma pessoa da classe D e quando você é de classe D, não tem muitas referências bacanas para seguir, é tudo muito longe, muito difícil, faculdade quase impossível, viajar para outro país então só se for de forma ilegal.  Nesses dez anos muita coisa mudou, pude pular para a classe B2 e a maior diferença que você percebe,além das questões econômicas, é em relação a informação. Ela não chega nas escolas públicas, não chega para todo mundo, e fui percebendo isso a medida que fui me intrometendo em outras esferas sociais. Por isso, quero muito que meus amigos de ensino médio também façam um intercâmbio.   

5) Uma sensação única de empoderamento: se consigo me comunicar em outro idioma em um mês, qual  será o limite?

6) Como somos egoístas: pude trabalhar em um asilo no Paraguay por 3 semanas e foi muito forte ver o quanto somos egoístas e fingimos que não vemos a situação dos mais necessitados, uma vez por semana é possível visitar um asilo para ajudar, não vai matar ninguém e é isso que eu farei daqui pra frente.

7)  Se tornar um cidadão mais brasileiro e do mundo ao mesmo tempo: isso foi algo engraçado, pois você passa a ter mais referências de como são os outros países e isso te dá uma vontade imensa de ajudar a melhorar a situação do Brasil. Ao mesmo tempo te dá um senso de urgência global, um chamado para um olhar mais abrangente, que te faça aprender com outros países e ensinar, trocar conhecimentos, perceber que existem pessoas boas em todo o mundo.

8 ) A vida tenes que sentirla: O Paraguay hoje está com uma campanha muito interessante de turismo em que o slogan é “Paraguay, tenés que sentirlo”, e precisamos levar a vida assim, sentindo, conhecendo novas experiências, viajando, mudando nossa própria rotina de modo que tenhamos uma vida mais completa.

9) Precisamos conhecer a América Latina: não conhecia nada da América Latina, nada mesmo, apenas uma visão superficial, minúscula, muitas vezes relacionada somente ao futebol. Estar no Paraguay me fez pensar que fazemos parte de um continente com maravilhas incríveis, pessoas e projetos fantásticos. O fato de não conhecermos parece que cria uma barreira invisível e várias oportunidades que poderiam ser criadas,  não são. Poderíamos oferecer produtos e serviços a toda América Latina, aprender com os outros países mas, não cogitamos essa hipótese, é como se estivéssemos realmente de costas para o restante do continente.

10) Nunca generalize nada: A única imagem que tinha do Paraguay era preconceituosa e se restringia a compras baratas. Porém, fui recebido de forma maravilhosa, com pessoas muito amáveis e uma cultura e projetos fantásticos. Algo que está além dos livros de história. Outra coisa, não tenha como verdade única os livros de história.

11) Desenvolva seu lado artístico: foi a primeira vez que tive contato com artesanato de fato, e nunca imaginei que fosse um trabalho tão difícil e tão prazeroso. A experiência foi fantástica tanto para a criação de peças quanto para a valorização de quem trabalha dessa forma.

12) Sonhar em espanhol: a sensação de sonhar em espanhol é indescritível, é próxima do momento que estar em outro país não te dá mais dor de cabeça. O som já faz parte de você e creio que é nesse momento que você passa a se sentir em casa.

Faça como o Wellington e embarque em uma experiência transformadora!

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